Seguro deixou de ser custo e virou fonte de receita para transportadoras 

Durante muitos anos, o seguro no TRC foi visto apenas como um mal necessário. Uma exigência contratual ou legal que impactava diretamente as margens da operação, sem gerar retorno prático para o transportador. Esse cenário, no entanto, vem mudando de forma acelerada. 

Com o avanço da tecnologia, da digitalização e da profissionalização do setor, o seguro passou a ocupar um papel estratégico dentro da logística. Hoje, ele não apenas protege a operação, como também contribui para a eficiência, amplia o acesso a contratos e pode, inclusive, gerar receita para as transportadoras. 

O seguro como porta de entrada para novos contratos 

De acordo com a 88i, empresa especializada em soluções para o ecossistema de mobilidade, logística e e-commerce, o seguro deixou de ser apenas um requisito burocrático exigido por embarcadores. Ele passou a funcionar como um verdadeiro critério de seleção comercial. 

Na prática, grandes empresas priorizam ou até restringem suas operações a transportadoras que possuam coberturas adequadas e gestão de risco estruturada. Isso significa que o seguro passou a influenciar diretamente o acesso a contratos, volumes maiores de carga e parcerias estratégicas. 

Quando o embarcador percebe que o transportador opera com controle, previsibilidade e proteção adequada, a relação se fortalece. O risco operacional diminui, os conflitos são reduzidos e a confiança aumenta, fatores essenciais para ampliar a operação de forma sustentável. 

Redução de custos e aumento da eficiência operacional 

Outro ponto relevante é a mudança na lógica de precificação dos seguros. A 88i aponta que, com base em dados operacionais e histórico de sinistros, é possível reduzir em até 30% o custo das apólices, dependendo do perfil da transportadora. 

Essa redução acontece porque o risco deixa de ser estimado de forma genérica. Com dados mais precisos, o seguro passa a refletir a realidade da operação. O resultado é direto: menos custo fixo, mais previsibilidade financeira e maior margem para crescimento. 

Nesse contexto, o seguro deixa de pressionar o caixa e passa a contribuir para a saúde financeira do negócio. 

Digitalização, dados e combate a fraudes 

A digitalização tem papel central nessa transformação. A integração entre sistemas de gestão de transporte (TMS), aplicativos operacionais, ferramentas de rastreamento e dados do consumidor final permite a criação de múltiplas camadas de validação das informações. 

Segundo a 88i, esse cruzamento de dados gera o que a empresa chama de “duas fontes da verdade”, reduzindo falhas, inconsistências e, principalmente, fraudes. Como consequência, o risco deixa de ser inflado artificialmente, o que torna o seguro mais acessível e eficiente. 

Além disso, os processos de indenização também evoluíram. Hoje, pagamentos podem ser realizados de forma digital, com mais agilidade e menos burocracia, o que melhora a experiência do transportador e do embarcador. 

Seguro como diferencial competitivo 

Outro avanço importante é o uso do seguro como produto estratégico dentro da operação logística. Um exemplo é o seguro de renda para entregadores autônomos, que garante indenização temporária em caso de afastamento, com base na média de rendimentos recentes. 

De acordo com a 88i, esse tipo de benefício aumenta em cerca de 15% o engajamento dos profissionais, além de melhorar a retenção e a produtividade. O seguro deixa de ser apenas proteção e passa a funcionar como ferramenta de valorização da mão de obra. 

Há também o seguro de mercadorias, que pode ser contratado por carga, por CNPJ ou por operação específica. Em modelos como e-commerce e dropshipping, onde a margem é mais apertada, oferecer um seguro mais competitivo se torna um diferencial relevante frente à concorrência. 

Na chamada última milha, marcada pelo uso intenso de veículos leves e terceiros, surgiram soluções específicas para cobertura contra roubo, furto e danos.  

O impacto direto no TRC 

Para o Transporte Rodoviário de Cargas, essa transformação representa um avanço significativo. O seguro deixa de ser apenas uma obrigação e passa a integrar a estratégia de crescimento das transportadoras. 

Com uma gestão de riscos mais eficiente, as empresas ganham credibilidade, reduzem perdas, melhoram sua previsibilidade financeira e se tornam mais competitivas na disputa por contratos. Além disso, a redução de custos com apólices e a mitigação de fraudes contribuem diretamente para a recomposição das margens, historicamente pressionadas no setor. 

Nesse novo cenário, o seguro passa a ser um aliado da profissionalização, da sustentabilidade financeira e da expansão das operações logísticas. 

O papel da Rumo Brasil nesse cenário 

A Rumo Brasil acompanha de perto essa transformação do mercado e atua para apoiar transportadoras a estruturarem suas operações de forma mais eficiente, segura e estratégica. Por meio de uma atuação consultiva, a empresa auxilia na análise de riscos, na organização dos processos e na tomada de decisões que impactam diretamente a rentabilidade do negócio. 

Em um setor cada vez mais competitivo e regulado, compreender o papel do seguro dentro da estratégia empresarial deixou de ser opcional. É um passo essencial para quem busca crescimento sustentável, redução de riscos e mais competitividade no TRC. 

Receita Federal publica perguntas e respostas sobre a redução de benefícios fiscais  

A Receita Federal publicou, no dia 26 de janeiro, o guia oficial de Perguntas e Respostas (P&R) sobre a aplicação da Lei Complementar nº 224/2025, que instituiu a redução linear de 10% dos incentivos e benefícios tributários federais

O material tem como objetivo uniformizar a interpretação da norma, esclarecer dúvidas recorrentes e trazer maior segurança jurídica aos contribuintes quanto à forma correta de cálculo e aplicação da redução. 

Como funciona a redução linear de 10% dos benefícios fiscais 

De acordo com os esclarecimentos da Receita Federal, a redução deve ser aplicada conforme a natureza de cada benefício, afastando interpretações genéricas que poderiam gerar distorções na apuração dos tributos. 

Nos casos de isenção ou alíquota zero, passa a ser aplicada uma alíquota correspondente a 10% da alíquota cheia do tributo. Já quando o benefício consiste em alíquota reduzida, a regra combina 90% da alíquota favorecida com 10% da alíquota padrão. 

Quando o incentivo ocorre por meio de redução da base de cálculo, apenas 90% da redução originalmente prevista poderá ser utilizada. A mesma lógica se aplica aos casos de redução do valor do tributo devido, limitando o benefício a 90% do que antes era permitido. 

Nos casos de créditos tributários ou financeiros, incluindo créditos presumidos, o aproveitamento também fica limitado a 90% do valor original, sendo vedada a utilização da parcela excedente. Para regimes especiais ou favorecidos em que o tributo é calculado como percentual da receita bruta, ocorre um acréscimo de 10% sobre esse percentual. Já nos regimes baseados em presunção, há aumento de 10% nos percentuais utilizados. 

Lucro presumido: como funciona o limite de R$ 5 milhões 

Um dos pontos mais relevantes do material divulgado pela Receita Federal diz respeito ao impacto da nova regra no lucro presumido

Segundo o P&R, o acréscimo de 10% nos percentuais de presunção do IRPJ e da CSLL incide exclusivamente sobre a parcela da receita bruta anual que ultrapassar R$ 5 milhões. Esse limite deve ser observado de forma proporcional ao longo do ano-calendário. 

Na apuração trimestral, por exemplo, o teto corresponde a R$ 1.250.000,00 por trimestre. Até esse valor, aplicam-se os percentuais normais de presunção. Sobre o excedente, ocorre o acréscimo de 10%. 

O próprio material da Receita exemplifica que, no caso de empresas comerciais, o percentual do IRPJ passa de 8% para 8,8% sobre o valor excedente, enquanto o da CSLL sobe de 12% para 13,2%. 

Empresas com mais de uma atividade devem fazer rateio 

Outro ponto de atenção envolve empresas que exercem múltiplas atividades sujeitas a percentuais distintos de presunção. Nesses casos, o limite proporcional deve ser rateado conforme a participação de cada atividade na receita bruta total. 

Esse critério define tanto a parcela que permanece com o percentual normal quanto a parcela que sofrerá o acréscimo de 10%. A Receita reforça que essa metodologia evita distorções e exige maior controle contábil e fiscal por parte das empresas. 

Impactos diretos para o TRC 

Para o setor de Transporte Rodoviário de Cargas, os efeitos da LC nº 224/2025 são especialmente relevantes. Grande parte das transportadoras opera no regime do lucro presumido e já convive com margens reduzidas, alto custo operacional e forte dependência de incentivos fiscais.  

O aumento de 10% nos percentuais de presunção, aplicado sobre a parcela da receita que excede o limite legal, representa elevação direta da carga tributária, sobretudo para transportadoras de médio e grande porte. Além disso, empresas que acumulam atividades como armazenagem, logística integrada ou serviços acessórios precisarão redobrar a atenção ao rateio correto das receitas. 

Outro ponto sensível é a redução no aproveitamento de créditos presumidos, o que pode afetar o fluxo de caixa, exigir revisões contratuais e impactar a formação de preços. Na prática, o novo cenário reforça a necessidade de planejamento tributário contínuo, revisão do enquadramento fiscal e análise estratégica do regime de tributação mais adequado. 

Como a Rumo Brasil pode apoiar sua empresa 

Rumo Brasil acompanha de perto todas as mudanças da legislação tributária que impactam o TRC. Nossa atuação é focada em orientar transportadoras na interpretação das normas, na revisão do enquadramento fiscal e na construção de estratégias que reduzam riscos e aumentem a eficiência tributária. 

Com uma equipe especializada no setor, auxiliamos empresas a se adaptarem às novas exigências, garantindo segurança jurídica, previsibilidade e melhor gestão dos tributos em um cenário cada vez mais complexo.

Nova Instrução Normativa muda cálculo do Lucro Presumido e exige atenção das empresas 

Foi publicada no Diário Oficial da União a Instrução Normativa RFB nº 2.306, de 22 de janeiro de 2026, que promove alterações relevantes na IN RFB nº 2.305/2025, norma responsável por regulamentar a redução linear dos benefícios fiscais prevista na Lei Complementar nº 224/2025. 

A nova regulamentação traz mudanças importantes na forma de apuração do IRPJ e da CSLL para empresas optantes pelo Lucro Presumido, especialmente no que se refere à aplicação do adicional de 10% sobre os percentuais de presunção. As alterações exigem maior atenção no controle do faturamento e no planejamento tributário ao longo do ano/calendário. 

O que muda na prática 

  • O limite anual de receita bruta de R$ 5 milhões passa a ser distribuído proporcionalmente, no valor de R$ 1,25 milhão por trimestre; 
  • O adicional de 10% sobre o IRPJ e a CSLL deixa de ser calculado sobre a receita acumulada do ano e passa a incidir apenas sobre a parcela da receita trimestral que ultrapassar o limite de R$ 1,25 milhão; 
  • Caso a empresa não atinja esse limite em determinado trimestre, o valor não utilizado poderá ser compensado nos trimestres seguintes do mesmo ano-calendário. 
     

A apuração definitiva passa a ocorrer somente no último trimestre do ano. Nesse momento, a empresa deverá verificar a receita bruta total do período e confirmar se houve pagamento indevido do adicional de 10%. 

Se o faturamento anual ficar abaixo do limite de R$ 5 milhões, será possível recalcular os valores de IRPJ e CSLL pagos ao longo do ano, com a dedução do adicional que tenha sido recolhido indevidamente. Caso o valor a ser compensado seja superior ao imposto devido no último trimestre, o saldo poderá ser objeto de restituição ou compensação, conforme previsto na Instrução Normativa RFB nº 2.055/2021. 

Impactos para o Transporte Rodoviário de Cargas 

Para as empresas do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), a nova regra pode gerar efeitos relevantes no fluxo de caixa ao longo do ano. Isso porque, nos trimestres em que o faturamento ultrapassar o limite de R$ 1,25 milhão, haverá a incidência imediata do adicional de 10%, ainda que o resultado anual permaneça dentro do teto permitido. 

Na prática, transportadoras optantes pelo Lucro Presumido precisarão acompanhar o faturamento com mais rigor, evitando surpresas na carga tributária e aproveitando corretamente os mecanismos de compensação previstos na legislação. 

Como a Rumo Brasil pode apoiar sua empresa 

A Rumo Brasil atua de forma especializada no atendimento a empresas do Transporte Rodoviário de Cargas, oferecendo suporte técnico em planejamento tributário, revisão de enquadramentos e adequação às constantes mudanças da legislação fiscal. 

Com a entrada em vigor da IN RFB nº 2.306/2026, contar com uma análise estratégica se torna fundamental para reduzir riscos, evitar pagamentos indevidos e garantir maior eficiência tributária. 

Receita Federal inicia prazo para adesão ao REARP  

A Receita Federal abriu o prazo para adesão ao Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (REARP), na modalidade Regularização. 

O programa permite que pessoas físicas e jurídicas regularizem bens, direitos ou recursos de origem lícita que não tenham sido declarados ou que apresentem inconsistências perante o Fisco, inclusive ativos mantidos no exterior. 

Prazo para adesão 

A adesão ao REARP deve ser realizada por meio da Declaração de Opção pelo Regime Especial de Regularização Patrimonial (DERP) até 19 de fevereiro de 2026. 
O pagamento do imposto e da multa, à vista ou da primeira parcela, deve ocorrer até 27 de fevereiro de 2026. 

Como funciona a regularização 

Na modalidade Regularização, os ativos são tributados à alíquota de 15% de Imposto de Renda, além de multa equivalente a 100% do valor do imposto devido. A regularização garante a conformidade fiscal e afasta penalidades relacionadas à omissão de bens ou informações. 

Impactos para o Transporte Rodoviário de Cargas 

Para empresas do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), o REARP pode representar uma oportunidade estratégica de organização patrimonial e redução de riscos fiscais, especialmente em um cenário de transição tributária e maior fiscalização. 

A correta avaliação dos ativos e o enquadramento adequado dentro do regime são fundamentais para evitar autuações futuras e garantir segurança jurídica ao negócio. 

ANTT atualiza piso mínimo do frete e alinha valores aos custos reais do transporte rodoviário de cargas  

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou, nesta segunda-feira (19/01), o Relatório Final da Audiência Pública nº 08/2025, durante a 1024ª Reunião da Diretoria Colegiada. O documento consolida a análise técnica realizada sobre a metodologia de cálculo do frete mínimo, conforme previsto na Lei nº 13.703/2018. 

A aprovação do relatório representa um avanço importante dentro do processo regulatório, ao reunir e organizar as contribuições apresentadas ao longo da audiência pública. A iniciativa busca aprimorar os critérios utilizados na definição do piso mínimo do frete, tornando-os mais compatíveis com a realidade do transporte rodoviário de cargas. 

O piso mínimo do frete exerce um papel central no equilíbrio do setor. Ele influencia diretamente a remuneração dos transportadores, o planejamento das empresas, a estrutura de custos da operação e a dinâmica das negociações comerciais. Quando os valores não acompanham os custos reais da atividade, surgem distorções que impactam toda a cadeia logística. 

Quanto custa, de fato, colocar um caminhão na estrada? Esse foi o questionamento que orientou a ANTT no processo de revisão do piso mínimo do frete. Combustível, manutenção, pneus, pedágios, depreciação do veículo, distância percorrida e tipo de carga integram a estrutura de custos da operação de transporte. 

O piso mínimo do frete não se limita a balizar a remuneração do caminhoneiro. Ele também sustenta o planejamento financeiro das transportadoras, influencia a eficiência logística das empresas e se reflete, ao final da cadeia, no preço pago pelo consumidor final. 

O que muda na prática 

A revisão técnica conduzida pela ANTT promove ajustes na metodologia e nos parâmetros utilizados para o cálculo. O objetivo é tornar os valores mais aderentes à realidade operacional do transporte rodoviário, reduzindo distorções e ampliando a previsibilidade para transportadores e contratantes.  

Além disso, a norma reforça a necessidade de atualização periódica dos valores, conforme previsto na legislação, assegurando que o piso mínimo acompanhe a evolução dos custos operacionais ao longo do tempo.  

A Resolução ANTT nº 6.076/2026, publicada no Diário Oficial da União, entra em vigor em hoje (20/01), data prevista para a publicação semestral dos pisos mínimos, com validade para o respectivo período. 

Com a aprovação do relatório, a Agência consolida uma base técnica mais clara e alinhada à dinâmica do setor. Isso contribui para negociações mais equilibradas, redução de conflitos contratuais e maior segurança jurídica nas relações comerciais, especialmente em um cenário de custos elevados e margens cada vez mais pressionadas. 

Participação do setor e transparência no processo 

A Audiência Pública nº 08/2025 permaneceu aberta por 30 dias e contou com ampla participação do setor. As contribuições foram recebidas por diferentes canais, como o sistema ParticipANTT, envio de manifestações por e-mail, peticionamento eletrônico, atendimento presencial e sessão pública híbrida realizada na sede da ANTT, em Brasília. 

Ao todo, foram registradas 196 contribuições formais, que resultaram em 381 proposições técnicas analisadas. Todas as manifestações, inclusive as que não foram acatadas, permanecem disponíveis para consulta, acompanhadas das respectivas justificativas técnicas, reforçando a transparência do processo regulatório. 

Próximos passos para o TRC 

Com a aprovação do relatório, a ANTT consolida as bases que orientam a atualização semestral dos pisos mínimos do frete.  

A expectativa é que a atualização contribua para maior previsibilidade nas relações comerciais, redução de disputas e fortalecimento da segurança jurídica no transporte rodoviário de cargas, um setor essencial para o abastecimento e a economia do país. 

O papel da Rumo Brasil nesse cenário 

Acompanhar de perto esse tipo de movimentação regulatória faz parte da atuação da Rumo Brasil. Mudanças na metodologia do frete mínimo impactam diretamente o planejamento financeiro, a gestão contratual e a tomada de decisão das empresas do setor. 

Por isso, atuamos apoiando transportadoras e operadores logísticos na interpretação das normas, na avaliação dos impactos práticos e na construção de estratégias mais seguras e alinhadas à realidade do Transporte Rodoviário de Cargas. 

DTE passa a ser obrigatório para todas as empresas a partir de 2026

Desde janeiro de 2026, todas as pessoas jurídicas inscritas no CNPJ passaram a ser obrigadas a utilizar o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE), que se consolida como o canal oficial de comunicação entre a Receita Federal e as empresas.

A medida reforça o processo de digitalização do relacionamento entre o Fisco e os contribuintes e exige atenção redobrada das organizações, já que todas as comunicações realizadas por esse meio possuem validade jurídica.

O DTE é atribuído automaticamente, sem necessidade de adesão prévia. A partir dele, a Receita Federal envia intimações, notificações e demais comunicados oficiais. Caso a empresa não acesse a mensagem dentro do prazo legal, ocorre a chamada ciência tácita, ou seja, a comunicação é considerada lida mesmo sem a abertura do conteúdo.


Como funciona para empresas do Simples Nacional

As empresas optantes pelo Simples Nacional continuam utilizando o Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional (DTE-SN). No entanto, desde 2026, também passaram a receber comunicações pela Caixa Postal do e-CAC, o que amplia a necessidade de acompanhamento frequente dos canais oficiais da Receita Federal.

Na prática, isso significa que a empresa precisa estar atenta a mais de um ambiente digital para evitar o risco de perda de prazos e penalidades.

Atenção aos prazos e às comunicações oficiais

Para facilitar o acompanhamento das mensagens, a Receita Federal disponibiliza a opção de cadastro de alertas automáticos no Portal e-CAC. Esses avisos servem como um apoio importante para a gestão fiscal, mas não substituem o acesso regular ao sistema.

Manter o acesso frequente ao e-CAC e acompanhar regularmente a Caixa Postal da Receita Federal é um dos principais cuidados que as empresas devem adotar. Essa rotina é essencial para evitar autuações, multas e outros impactos decorrentes da perda de prazos legais.

O que muda na prática para as empresas

Com a obrigatoriedade do DTE, a relação entre o Fisco e as empresas se torna ainda mais digital, automática e rigorosa. A falta de acompanhamento não é mais uma justificativa válida, já que as comunicações produzem efeitos legais mesmo sem leitura.

Por isso, manter os dados atualizados, acompanhar os canais oficiais e contar com apoio especializado se tornou uma necessidade estratégica para empresas de todos os portes.

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