Programa Nacional de Conformidade Tributária: entenda o PNCT para IBS e CBS em 2026

Programa Nacional de Conformidade Tributária: entenda o PNCT para IBS e CBS em 2026

O Programa Nacional de Conformidade Tributária (PNCT) foi regulamentado para englobar também o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) ainda em 2026.

A regulamentação foi estabelecida pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 5, de 12 de agosto de 2026, elaborado pela Receita Federal do Brasil (RFB) e pelo Comitê Gestor do IBS (CGIBS), ampliando para os novos tributos a sistemática de conformidade que já vinha sendo aplicada a tributos como PIS e Cofins.

Além disso, o programa oferece para as empresas aderentes redução expressiva no prazo de análise e eventual devolução de créditos tributários acumulados. Enquanto na regra geral o período de análise e devolução chega a 120 dias, no PNCT este prazo pode ser reduzido para 30 dias.

Esta facilidade é especialmente relevante para transportadoras que possuem valores expressivos de créditos acumulados, como exportadoras que realizam operações desoneradas, pois a antecipação do ressarcimento pode melhorar o fluxo de caixa e oferecer maior previsibilidade financeira, transformando a conformidade tributária em um benefício com impacto direto na gestão empresarial.

Além do incentivo econômico, o PNCT possui uma finalidade estratégica na implementação da Reforma Tributária: melhorar a qualidade das informações fiscais utilizadas pela administração tributária.

A participação dos contribuintes também deve contribuir para que o poder público tenha uma visão mais precisa da base tributária, auxiliando na elaboração de projeções de arrecadação e estimativas relacionadas às alíquotas de referência do IBS e da CBS.

Programa Nacional de Conformidade Tributária contribui para adaptação à Reforma Tributária

Outro ponto de destaque do PNCT é a chamada “adaptação assistida”, concebida para auxiliar os contribuintes durante o período de implementação das novas obrigações.

Em vez de focar nas penalizações, o programa prioriza a identificação de inconsistências e a comunicação direta com o contribuinte, permitindo que ajustes sejam feitos durante o período de adaptação. Dessa forma, o comportamento ativo da empresa na identificação e regularização de inconsistências assume um papel central dentro da lógica de conformidade.

Para as transportadoras, 2026 consolida-se como uma oportunidade para identificar falhas, ajustar processos e blindar a estrutura fiscal antes da consolidação efetiva da nova sistemática tributária.

O papel dos contadores no período de transição

A participação no programa também reforça a importância do profissional contábil na estrutura de governança.

Entre as responsabilidades relacionadas ao acompanhamento do PNCT estão:

  • A verificação da correta emissão dos documentos fiscais;
  • A conferência da parametrização dos sistemas (ERPs);
  • E o atendimento às comunicações realizadas pela administração tributária.

Nesse cenário, o contador deixa de atuar apenas no cumprimento das obrigações acessórias e assume uma função estratégica na governança, prevenção de inconsistências e gestão do risco tributário.

A integração entre transportadora, contabilidade, tecnologia e área tributária torna-se especialmente importante diante da complexidade da transição para o IBS e a CBS.

CBS e IBS terão programas de conformidades independentes

Embora IBS e CBS façam parte da mesma Reforma Tributária, os respectivos programas de conformidade funcionarão, inicialmente, de maneira autônoma:

  • CBS: ficará sob responsabilidade da Receita Federal
  • IBS será administrado pelo Comitê Gestor do IBS

Isso significa que uma transportadora poderá apresentar uma classificação de conformidade favorável em relação à CBS e, simultaneamente, não possuir a mesma classificação perante o IBS.

Os benefícios obtidos em um programa não serão automaticamente transferidos para o outro, inclusive aqueles relacionados ao ressarcimento acelerado de créditos.

Embora a regulamentação preveja uma integração operacional futura, inclusive mediante compartilhamento de determinadas informações, neste primeiro momento, permanecem avaliações, critérios e procedimentos próprios para IBS e CBS.

Adesão ao PNCT é estratégica e voluntária

A ampliação do PNCT demonstra que a transição para o novo sistema tributário exige uma profunda adaptação operacional e tecnológica das transportadoras e não apenas uma simples alteração das alíquotas e da substituição gradual dos tributos atuais.

Documentos fiscais, sistemas, cadastros, processos internos, controles e equipes precisam estar preparados para as novas exigências.

Assim, mais do que um mecanismo de fiscalização, o Programa Nacional de Conformidade Tributária sinaliza uma mudança na relação entre contribuinte, contador, tecnologia e Fisco, na qual a qualidade das informações, a capacidade de correção e a governança tributária passam a ter importância ainda maior.

A participação no programa não é obrigatória e transportadoras participantes podem optar por não aderir a determinadas modalidades ou mecanismos de antecipação previstos na regulamentação.

Entretanto, para as transportadoras que pretendem se beneficiar das condições diferenciadas, a adesão exige atenção à manutenção da regularidade fiscal e ao cumprimento dos requisitos estabelecidos.

Assim, o programa cria um incentivo para que as transportadoras antecipem a adequação de seus sistemas, documentos fiscais, cadastros, processos e governança tributária, especialmente diante da aproximação da entrada efetiva do novo sistema.

Decisão do TJSP sinaliza divergência sobre inclusão de IBS e CBS na base de cálculo do ICMS

Uma medida liminar trouxe uma nova interpretação sobre a inclusão do IBS e CBS da base de cálculo do ICMS durante a transição da Reforma Tributária. A medida, emitida pela 16ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de São Paulo, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), em 9 de setembro de 2026, determinou que a empresa autora do processo possa recolher o ICMS sem incluir os valores correspondentes aos novos tributos.

A decisão contraria o posicionamento da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo que afirmou, em respostas a consultas tributárias, que a partir de 1º de janeiro de 2027, os valores de IBS e CBS deveriam ser integrados à base de cálculo do ICMS, compondo o valor da operação.

O que a liminar determinou?

Para o juízo, a inclusão dos novos tributos na base de cálculo do ICMS não encontra autorização legal expressa. Nem a Emenda Constitucional nº 132/2023, nem a Lei Complementar nº 214/2025, tampouco a Lei Complementar nº 227/2026 e a Lei Complementar nº 87/1996 autorizariam a inclusão da CBS e do IBS na base de cálculo do imposto estadual.

Também foi destacado o fato de que o artigo 13 da Lei Complementar nº 87/1996, ao regulamentar a base de cálculo do ICMS, prevê a inclusão do próprio imposto e de determinados encargos, diferentemente da legislação da Reforma Tributária, que tratou a composição da base de cálculo de maneira específica.

A decisão ressaltou que a Lei Complementar nº 227/2026, ao acrescentar o § 13 no artigo 13 da Lei Complementar nº 87/1996, estabeleceu de forma expressa que, a partir de 1º de janeiro de 2027, apenas o valor do Imposto Seletivo seria considerado para essa finalidade.

Outro fundamento utilizado foi a própria sistemática instituída pela Reforma Tributária. Segundo a decisão, IBS e CBS possuem natureza distinta do ICMS e foram estruturados para incidir sobre o consumo, com previsão de destaque dos novos tributos “por fora” do preço. O juízo entendeu que os valores recolhidos a título de IBS e CBS representam receitas federativas e não receita própria ou ingresso mercantil da empresa contribuinte.

Assim, a decisão reconheceu a presença dos requisitos para a concessão da medida liminar e vedou a prática de atos de coerção, lançamento, lavratura de auto de infração ou restrição cadastral exclusivamente em razão da não inclusão da CBS e do IBS na base de cálculo do ICMS da empresa autora do processo.

Por que a decisão representa uma sinalização jurisprudencial?

A decisão representa um ponto de atenção para os contribuintes durante o período de transição da Reforma Tributária, especialmente diante das diferentes interpretações sobre a interação entre o sistema atual do ICMS e a implementação gradual do IBS e da CBS.

A decisão não consolida o posicionamento do Poder Judiciário sobre o tema, mas apresenta argumentos que podem ser retomados em outros processos envolvendo a mesma controvérsia.

Por isso, mais do que uma solução definitiva, a liminar deve ser compreendida como uma sinalização inicial sobre uma questão com potencial para produzir impactos financeiros relevantes.

Para as empresas, acompanhar a evolução legislativa, regulamentar e jurisprudencial será relevante para avaliar os impactos da nova sistemática na formação de preços, na apuração dos tributos e no planejamento tributário.

É importante ressaltar que se trata de uma decisão:

  • liminar;
  • proferida em primeira instância;
  • aplicável especificamente à empresa que ajuizou a ação;
  • sujeita a recurso e posterior revisão;
  • sem efeito automático para os demais contribuintes.

Portanto, o entendimento não autoriza outras empresas a excluírem o IBS e a CBS da base do ICMS sem avaliar sua situação e os riscos envolvidos.

Foto: Agência Senado de Notícias

Receita Federal e PGFN publicam novo edital de transação para controvérsia sobre IRRF de investidores não residentes 

A Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicaram o Edital de Transação Conjunto PGFN/RFB nº 4/2026, que estabelece condições especiais para regularização de débitos relacionados à incidência do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre ganhos de capital e outros rendimentos auferidos por investidores não residentes no País (INR). 

A medida permite a regularização de débitos que estejam em discussão administrativa ou judicial, inscritos ou não em dívida ativa, desde que a controvérsia esteja pendente de julgamento definitivo na data da adesão. 

Quem pode aderir? 

Podem aderir os contribuintes que possuam débitos decorrentes da controvérsia relacionada à incidência do IRRF sobre ganhos de capital e outros rendimentos de investidores não residentes. 

Também poderão ser incluídas multas associadas à controvérsia, inclusive multas qualificadas, às quais serão aplicados os mesmos descontos previstos para o débito principal. 

Condições diferenciadas para regularização 

O edital estabelece descontos progressivos de acordo com o prazo escolhido para pagamento: 

Prazo totalDesconto
Até 13 prestações65%
Até 25 prestações55%
Até 37 prestações45%
Até 49 prestações35%
Até 61 prestações25%

Após a conversão de eventuais depósitos judiciais, os débitos remanescentes poderão ser quitados de acordo com essas condições. 

O edital também permite a utilização de créditos de prejuízo fiscal do IRPJ e de base de cálculo negativa da CSLL, observadas as condições estabelecidas, para quitação de até 30% do saldo remanescente após a aplicação dos descontos. 

Para débitos constituídos nos termos da Portaria RFB nº 568/2025, são aplicadas condições específicas, com percentuais de desconto diferenciados. 

Prazo e canais de adesão 

A adesão deverá ser realizada até as 19h, horário de Brasília, de 29 de dezembro de 2026. 

O procedimento varia conforme a situação do débito: 

  • Débitos administrados pela Receita Federal: adesão pelo Portal de Serviços da Receita Federal (e-CAC), mediante abertura de processo digital; 
  • Débitos inscritos em Dívida Ativa da União: adesão pelo Portal REGULARIZE, da PGFN. 

Pontos de atenção 

A adesão à transação implica confissão irrevogável e irretratável dos débitos incluídos no acordo, além da desistência de impugnações e recursos administrativos e da renúncia às teses jurídicas relacionadas aos débitos transacionados. 

Quando houver ações judiciais correspondentes, também será necessária a desistência dos processos. 

O edital estabelece ainda que a transação não autoriza a restituição ou compensação de valores anteriormente pagos ou parcelados. 

Impacto para os contribuintes 

A publicação do Edital PGFN/RFB nº 4/2026 cria uma oportunidade para contribuintes envolvidos em discussões sobre a tributação de rendimentos de investidores não residentes avaliarem a regularização de passivos tributários com condições diferenciadas, especialmente diante da possibilidade de descontos de até 65% e utilização de determinados créditos fiscais. 

Antes da adesão, recomenda-se realizar uma análise individualizada do débito, considerando o valor envolvido, a existência de depósitos judiciais, a situação do processo administrativo ou judicial, as condições de parcelamento e os efeitos da renúncia à discussão jurídica. 

O prazo para adesão se encerra em 29 de dezembro de 2026. 

Foto: Agência Senado de Notícias

Split payment deve ser obrigatório em 2028 e exige preparação das empresas para a Reforma Tributária

O split payment, um dos principais mecanismos de operacionalização da Reforma Tributária sobre o consumo, deverá estar disponível de forma opcional em 2027 e se tornar obrigatório em 2028 nas operações realizadas entre empresas, conforme informações divulgadas pela Receita Federal.

A previsão exige que as empresas comecem a avaliar os impactos do novo modelo de recolhimento de tributos, especialmente sobre seus sistemas, processos financeiros e fluxo de caixa.

O split payment foi desenvolvido para alterar a forma como os tributos são recolhidos nas operações comerciais. Com o mecanismo, os valores correspondentes ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) serão separados automaticamente no momento do pagamento da operação, antes que o valor integral seja disponibilizado ao fornecedor.

A mudança representa uma transformação relevante na dinâmica financeira das empresas, já que o recolhimento deixa de depender exclusivamente de uma etapa posterior de apuração e pagamento pelo contribuinte.

Quando o split payment começa a funcionar?

A previsão é de que o mecanismo esteja disponível para utilização a partir de 2027, inicialmente de forma opcional, com adesão gradual das instituições financeiras participantes. A expectativa é de que se torne obrigatório em 2028 nas operações entre empresas.

Durante esse período de transição, as empresas continuarão emitindo seus documentos fiscais normalmente e realizando o recolhimento dos tributos pelos procedimentos previstos para a fase de implementação da Reforma Tributária.

Enquanto o split payment ainda não for obrigatório, também está previsto o Recolhimento pelo Adquirente (RAD), modelo que permite que o comprador recolha diretamente os tributos relacionados à operação. A alternativa busca acelerar a apropriação dos créditos tributários pelo fornecedor, reduzindo o intervalo entre o pagamento do tributo e a disponibilização do respectivo crédito.

A implementação do split payment deverá produzir efeitos que vão além da área tributária. O mecanismo poderá alterar fluxos financeiros, processos de contas a pagar e receber, conciliações, gestão de caixa e integração entre sistemas fiscais e financeiros.

Para as empresas, será necessário compreender como a separação automática dos tributos afetará o valor efetivamente recebido nas operações e a forma de controle dos créditos de IBS e CBS. O impacto tende a ser ainda mais relevante para negócios que realizam grande volume de transações ou possuem cadeias complexas de fornecedores e clientes.

A preparação, portanto, não deve se limitar ao preenchimento dos novos campos dos documentos fiscais. Será necessário avaliar os efeitos do mecanismo sobre toda a operação, desde a emissão do documento fiscal até o recebimento e a conciliação financeira.

O que muda para o Transporte Rodoviário de Cargas?

No Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), a mudança merece atenção especial. Transportadoras e embarcadores deverão avaliar os efeitos do novo modelo sobre os contratos, a formação de preços, o faturamento, o fluxo de caixa e a conciliação dos pagamentos.

Também será necessário avaliar a integração entre ERP, sistemas fiscais, plataformas de pagamento e documentos eletrônicos, de modo que os valores de IBS e CBS sejam corretamente identificados e conciliados.

Embora a obrigatoriedade esteja projetada para 2028, a disponibilização do mecanismo já em 2027 indica que as empresas terão um período de adaptação antes da adoção obrigatória. Esse intervalo será importante para realização de testes, identificação de inconsistências e adequação dos sistemas internos.

Piso Mínimo de Frete

Piso Mínimo de Frete: como evitar multas e reduzir riscos nas operações de transporte 

O cumprimento do Piso Mínimo de Frete é uma das obrigações que exigem atenção constante das empresas que atuam no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). É preciso garantir que as regras sejam observadas de forma consistente, considerando as características de cada transporte. 

Quando esse controle não existe ou é feito de maneira manual e pontual, a empresa fica mais exposta a autuações da ANTT, multas, reincidência de infrações e passivos financeiros. 

Nesse cenário, a tecnologia pode deixar de ser apenas uma ferramenta de consulta e passar a atuar diretamente na prevenção de riscos regulatórios. 

O que é o Piso Mínimo de Frete? 

O Piso Mínimo de Frete estabelece valores mínimos que devem ser observados nas operações de transporte rodoviário de cargas, conforme os critérios definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). 

O cálculo considera informações como tipo de carga, número de eixos e distância percorrida, além da composição prevista na regulamentação vigente. 

Por isso, simplesmente comparar o valor total de um frete não é suficiente. É necessário verificar se a operação está de acordo com os parâmetros estabelecidos pela ANTT. 

Para facilitar essa conferência, a Rumo Brasil disponibiliza o Auditor de Piso Mínimo de Frete, uma calculadora gratuita que permite simular o valor mínimo aplicável à operação. Faça seu cadastro e calcule em segundos. 

Como calcular o Piso Mínimo de Frete? 

A conferência do Piso Mínimo de Frete pode se tornar trabalhosa quando realizada manualmente, principalmente em empresas que lidam diariamente com um grande volume de operações. 

O Auditor de Piso Mínimo de Frete simplifica esse processo. O usuário informa os dados da operação, como carga, quantidade de eixos e distância, e a ferramenta aplica a tabela vigente da ANTT para apresentar o piso mínimo, a composição do frete e a tributação. 

Com isso, a empresa consegue utilizar o resultado como referência para auditar o valor cotado e identificar possíveis divergências antes da operação. 

Essa análise preventiva é importante porque o problema não está apenas em descobrir uma irregularidade depois que uma fiscalização acontece. Quanto mais cedo a empresa identificar um risco, maior a possibilidade de corrigi-lo antes que ele resulte em uma autuação. 

O descumprimento das regras pode resultar em autuações e multas pela ANTT, além de aumentar a exposição da empresa a reincidências e passivos financeiros. 

Em operações com alto volume de embarques, uma irregularidade não identificada pode se repetir diversas vezes, ampliando os impactos para a transportadora. 

Por isso, o controle não deve acontecer somente depois de uma autuação. A prevenção é fundamental para identificar possíveis irregularidades antes que elas se transformem em problemas maiores. 

Monitoramento ANTT: do controle reativo à prevenção 

Para empresas com grande volume de CIOT e MDF-e, múltiplas filiais ou histórico de autuações, acompanhar manualmente todas as operações e ocorrências pode ser um desafio. 

Pensando nisso, a Rumo Brasil desenvolveu a Governança e Monitoramento Inteligente de Multas ANTT, uma solução que automatiza o acompanhamento de autuações e ajuda a identificar riscos regulatórios. 

A plataforma atua em três frentes: 

Detectar: monitora multas e autuações da ANTT e envia alertas sobre novas ocorrências. 

Agir: auxilia no controle de prazos administrativos e oferece dashboards e indicadores para acompanhamento do passivo. 

Prevenir: realiza validações relacionadas a CIOT, MDF-e e Piso Mínimo de Frete, ajudando a identificar operações com risco de irregularidade antes que novos passivos sejam gerados. 

Com isso, a transportadora ganha mais governança, controle e conformidade, reduzindo a dependência de processos manuais e a atuação apenas depois que o problema acontece. 

Mais controle para uma operação mais segura 

Com o uso de tecnologia, a transportadora pode transformar a conferência e o monitoramento em parte de uma estratégia de prevenção de riscos regulatórios. 

O Auditor de Piso Mínimo de Frete ajuda na consulta e auditoria dos valores. Já a plataforma de Governança e Monitoramento Inteligente de Multas ANTT amplia esse controle, permitindo acompanhar autuações, prazos e possíveis irregularidades de forma contínua. 

Quer conhecer a solução completa? 

A solução “Governança e Monitoramento Inteligente de Multas ANTT“ reúne monitoramento de autuações, gestão de prazos e validações preventivas de CIOT, MDF-e e Piso Mínimo de Frete em uma única plataforma. 

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Frete apresenta defasagem de 10,5% em relação aos custos do transporte rodoviário de cargas 

Os valores de frete praticados no mercado apresentam uma defasagem média de 10,5% em relação aos custos efetivos das operações de Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). O dado reforça um cenário que exige atenção das transportadoras: enquanto os custos operacionais continuam avançando, os preços negociados nem sempre acompanham essa evolução. 

As informações foram divulgadas pela NTC&Logística, no Comunicado CONET de agosto de 2026, que reúne dados sobre a evolução dos custos e das condições do transporte rodoviário de cargas no período. 

Custos do transporte avançaram em 2026 

O cenário ganhou ainda mais relevância no primeiro semestre de 2026, marcado pelo aumento de diferentes componentes que fazem parte da operação de transporte. 

Entre os principais impactos está o combustível. No acumulado do primeiro semestre, o preço dos combustíveis registrou alta de 17,63%. No mesmo período, os custos relacionados ao caminhão aumentaram 1,32%, enquanto a mão de obra apresentou elevação de 5%. 

Quando analisado o acumulado dos últimos 12 meses, o comportamento dos custos também chama atenção. O transporte de carga lotação registrou aumento de 8,36%, enquanto o transporte fracionado apresentou alta de 8,19%. 

Nos dois casos, a evolução ficou acima do IPCA, que acumulou 4,64% no período. Isso significa que transportar ficou mais caro, mas os valores cobrados pelo serviço não acompanharam integralmente esse aumento. 

Quando o preço negociado com o cliente não é suficiente para cobrir os custos reais da operação, a diferença acaba sendo absorvida pela própria transportadora. 

Esse cenário reduz a margem e, quando se prolonga, pode comprometer a capacidade da empresa de realizar investimentos importantes para manter a operação. 

A consequência não está apenas no resultado financeiro. Uma margem pressionada pode dificultar a manutenção e renovação da frota, os investimentos em segurança, a contratação e retenção de profissionais e outras melhorias necessárias para garantir a qualidade do serviço. 

Por isso, analisar apenas o valor final do frete pode não ser suficiente para entender se uma operação é, de fato, rentável. 

Formação do frete precisa considerar todos os custos 

A revisão do frete deve ir além do valor básico cobrado pelo transporte. Para chegar a uma tarifa adequada, é necessário considerar os diferentes componentes que fazem parte de cada operação. 

Entre eles estão itens como Frete-Valor, GRIS, TSO, custos de gerenciamento de riscos, cubagem, taxas, serviços adicionais e outras particularidades relacionadas ao transporte realizado. 

Esses componentes podem variar de acordo com o tipo de carga, distância, características da operação, nível de risco e condições estabelecidas entre transportador e contratante. 

Por isso, não existe necessariamente uma tarifa que possa ser aplicada de forma igual a todas as operações. A formação do frete precisa refletir a realidade de cada transporte. 

Outro fator que merece atenção é o impacto financeiro provocado pelos prazos de pagamento. 

Entre a realização do transporte e o recebimento pelo serviço existe um intervalo que também representa um custo para a transportadora. Em um cenário de juros elevados, esse efeito financeiro pode se tornar ainda mais relevante. 

Por isso, a análise da rentabilidade de uma operação deve considerar não apenas quanto será recebido, mas também quando esse valor será efetivamente recebido. 

A defasagem média de 10,5% identificada no levantamento reforça a necessidade de transportadoras avaliarem periodicamente seus custos e os valores praticados em suas operações. 

Além de acompanhar o preço de mercado, é importante entender se o valor negociado é suficiente para cobrir todos os custos envolvidos e preservar uma margem adequada. 

Para os contratantes, essa análise também é importante. Um frete subdimensionado pode parecer vantajoso no momento da negociação, mas pode gerar impactos ao longo da cadeia logística quando não permite que o transportador mantenha sua estrutura operacional de forma sustentável. 

Frete adequado é parte de um transporte sustentável 

A recomposição adequada do frete não está relacionada apenas à rentabilidade da transportadora. Ela também contribui para a continuidade e a qualidade do serviço prestado. 

Uma operação economicamente sustentável cria condições para que as empresas mantenham suas frotas, invistam em segurança, renovem equipamentos, desenvolvam suas equipes e continuem aprimorando seus processos. 

Por isso, a formação do frete precisa considerar a realidade operacional de cada transporte, e não apenas o preço praticado pelo mercado. 

Frete adequado é condição para um Transporte Rodoviário de Cargas sustentável. 

A Rumo Brasil atua de forma especializada no Transporte Rodoviário de Cargas, apoiando transportadoras na análise de custos, formação de preços e tomada de decisões estratégicas. 

Em um cenário de pressão sobre as margens, compreender os custos reais de cada operação e estruturar corretamente o frete é fundamental para transformar preço em resultado. 

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