PMEs têm desempenho acima do PIB brasileiro em 2023

O principal contribuinte ao crescimento das PMEs no último ano foi o segmento industrial; o indicador mostrou avanço expressivo de 17% ante 2022

O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs mostrou que pequenos negócios superaram o PIB geral em 2023. Segundo o economista Felipe Beraldi, o setor cresceu 7%, enquanto a mediana do PIB foi de 2,9%, segundo o Boletim Focus. O índice monitora empresas com faturamento de até R$ 50 milhões em quatro setores: Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços.

Apesar dos juros elevados, as PMEs foram beneficiadas pela recuperação da renda das famílias. A taxa de desemprego caiu para menos de 8% no quarto trimestre de 2023, algo não visto desde 2015. Medidas como a ampliação do Bolsa Família e a valorização do salário mínimo também ajudaram no crescimento. Além disso, a normalização das cadeias globais favoreceu as pequenas indústrias.

Indústria em recuperação

A Indústria liderou o crescimento, com alta de 17% em relação a 2022. A recuperação da demanda doméstica e a queda nos custos ajudaram no avanço. O setor de Serviços também cresceu 4,4%, impulsionando o mercado de trabalho. Áreas como Alojamento, Alimentação e Atividades financeiras tiveram destaque.

O Comércio, no entanto, registrou queda de 3,6%, afetado por vendas abaixo do esperado, mesmo com campanhas como a Black Friday. Produtos como Equipamentos para escritório e Artigos de iluminação tiveram os piores resultados.

O setor de Infraestrutura também teve um desempenho fraco, com retração de 2%. A queda foi puxada por Obras de infraestrutura e Coleta e tratamento de resíduos.

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Volume de fretes rodoviários cresce 17% no fim de 2023

O volume de fretes rodoviários teve aumento de 17% no quarto trimestre de 2023 no Brasil, em comparação ao mesmo período de 2022. Os dados foram coletados pela Frete.com, plataforma online de transporte de cargas.

Entre outubro e dezembro do ano passado, foram publicados mais de 2,8 milhões de fretes na plataforma. Nos mesmos meses de 2022, a empresa teve registro de cerca de 2,4 milhões. Além disso, o agronegócio puxou a alta no volume de fretes, já que registrou aumento de 21,4% no quarto trimestre de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022. O setor representa 34% dos fretes publicados na plataforma.

“O número de fretes vem se mantendo alto em nossa plataforma nos últimos anos, demonstrando que as empresas de transporte estão utilizando cada vez mais da tecnologia para ter mais ganhos. Estamos investindo bastante em segurança, para que tanto empresas quanto motoristas possam desempenhar os seus trabalhos sem se preocupar com fraudes”, destacou Federico Vega, CEO da Frete.com.

Soja, milho e fertilizantes se destacam

Segundo os dados levantados — entre os produtos do agronegócio — a soja, milho e fertilizantes foram os que tiveram mais destaque na plataforma. Os fretes da soja cresceram mais de 132% no quarto trimestre de 2023, comparado ao mesmo período de 2022, e representaram 14% dos fretes do agro. Quanto ao milho, o aumento foi de 21,7% com representatividade de 15% na categoria, enquanto os fretes de fertilizantes cresceram 22,2% no quarto trimestre de 2023 e tiveram uma representatividade de 20%.

Os aumentos seguiram as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que previu recorde para a safra de grãos no ano de 2023. Portanto, é um valor cerca de 18% maior do que o registro de 2022, com quase 50 milhões de toneladas a mais registradas.

Além disso, tanto para a soja quanto para o milho as estimativas também foram recordes com 23% de aumento na produção da oleaginosa e 16% de crescimento para o milho. Segundo analistas, o clima favoreceu os resultados, com chuvas no tempo certo e mais investimentos dos produtores.

“Com as estimativas e produções recordes acontecendo, é natural que haja uma necessidade maior de escoamento dos produtos do agro nesses últimos meses do ano. Devido ao volume maior de transportes para serem feitos, as empresas do agronegócio optam cada vez mais por soluções como a da Frete.com. Ou seja, contratam caminhoneiros autônomos por meio da nossa plataforma para realizarem seus fretes com mais eficiência”, afirmou Vega.

Indústria e construção

Depois do agronegócio, os setores de produtos industrializados e da construção civil são os mais representativos na plataforma da Frete?com.

Os fretes de produtos industrializados tiveram crescimento de 3,7% no quarto trimestre de 2023, em comparação com 2022. A representatividade na plataforma foi de 25% no período. Conforme esse cenário, o setor de construção civil registrou um aumento de 55,9% e os fretes da categoria representaram 14% entre os publicados na plataforma da Frete?com nos três últimos meses do ano passado.

Fretes rodoviários por estados

Puxado pela movimentação de fretes do agronegócio, o Centro-Oeste foi a região que mais teve aumento: 35,5%. De acordo com o levantamento, o Sudeste aparece em seguida, com crescimento de 19,8%, que é onde estão os estados que mais movimentam fretes no Brasil (São Paulo e Minas Gerais). Nordeste teve 8,2% de aumento e o Sul, 3,8%.

O maior aumento no volume de fretes publicados nos três últimos meses de 2023, em comparação com 2022, aconteceu no Mato Grosso, com 79,1%. Minas Gerais também se destaca, com crescimento de 50,9%, seguido pelo Rio de Janeiro, que teve registro de 26,5% de aumento no volume de fretes. Paraná apresentou crescimento de 10,6%, Bahia com 8,9% e Goiás, 7,2%. Em Santa Catarina, o aumento foi de 3,6%, em São Paulo cresceu 3,3% e Pernambuco registrou 2,1% de crescimento no volume de fretes.

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Com aumento de ICMS, combustíveis ficarão mais caros

A partir do dia 1 de fevereiro, os brasileiros enfrentarão aumentos nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) tomou a decisão, composto pelos secretários estaduais da Fazenda, e anunciou em outubro do ano passado.

Para o diesel e biodiesel, a nova alíquota do ICMS será de R$ 1,06 por litro, um aumento de R$ 0,94 do valor atual. Isso sugere que o preço médio do diesel S10 no país, que atualmente é de R$ 5,91 por litro, possa ultrapassar os R$ 6,00.

Já a gasolina sofrerá um incremento de R$ 0,15 por litro no imposto, passando de R$ 1,22 para R$ 1,37. Com o preço médio do combustível em R$ 5,56 por litro na última semana, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), espera-se um aumento para cerca de R$ 5,71 por litro.

Quanto ao gás de cozinha, o ICMS subirá de R$ 1,26 para R$ 1,41 por quilograma, resultando em um aumento de R$ 0,16. Considerando o preço médio do botijão de 13 kg a R$ 100,98, conforme pesquisa da ANP, o novo valor médio estimado é de aproximadamente R$ 103,06, refletindo um aumento de 2,05%.

Este é o primeiro aumento do ICMS desde que a alíquota foi padronizada em todos os estados e fixada em valores absolutos por litro.

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Versão 3.00 do CTe será extinta no dia 31 de Janeiro

A Coordenação Técnica do ENCAT comunicou que a versão 3.00 do CTe será extinta e perderá vigência no dia 31 de Janeiro de 2024 às 23h59, em caráter IRREVOGÁVEL, devendo os sistemas de emissão de CTe e os sistemas dos embarcadores migrarem para a versão 4.00.

A retomada da rejeição nos serviços da versão 3.00 acontecerão a partir de 01 de fevereiro de 2024 às 00h00 será a seguinte:

  • cStat= 239
  • xMotivo = Rejeição: Cabeçalho – Versão do arquivo XML nao suportada [Versão 3 com vigência encerrada (ATO COTEPE/ICMS 123/22), utilize a Versão 4.00]

No Comunicado anterior, o ENCAT deixou claro que a versão 4.00 traz uma série de melhorias operacionais significativas para o processo de emissão de CTe. Assim, serão introduzidas novas funcionalidades e simplificando o trabalho dos transportadores. No caso dos sistemas de embarcadores, a integração com a versão 4.00 não apresenta desafios relevantes. Isso considerando o layout do documento fiscal e a estrutura de seus campos.

A adaptação para a versão 4.00 é fundamental para garantir a continuidade das operações sem interrupções. Empresas que ainda não migraram devem atualizar seus sistemas o quanto antes para evitar problemas na emissão do CTe.

Além disso, é recomendável que transportadores e embarcadores consultem suas equipes de TI e fornecedores de software para garantir uma transição tranquila e sem impactos nas atividades diárias.

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Agronegócio do Paraná faturou US$ 19,4 BI com exportações

O Paraná faturou 16,2% mais com exportações no agronegócio em 2023 ante 2022, com US$ 19,4 bilhões. Em volume, houve acréscimo de 40,8%, para 30 milhões de toneladas, informou em nota a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, com base em dados do Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura.

Na mesma nota, porém, o chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), Marcelo Garrido, salientou que os números de 2023 precisam ser analisados dentro da ótica do que foi 2022. “Aquele foi um ano muito difícil para a agricultura devido às geadas e à estiagem”, ponderou.

O agronegócio do Paraná chama a atenção ainda para o desempenho do complexo soja, que embarcou para o exterior, no ano passado, 15,9 milhões de toneladas, cerca de 70% mais ante os 9,2 milhões exportados em 2022 – desempenho afetado, em 2022, por causa da estiagem e quebra de safra. Em faturamento, o avanço foi de 46%, para US$ 8,5 bilhões.

Os cereais também tiveram boa recuperação. Enquanto em 2022 saíram 2,6 milhões de toneladas, em 2023 foram 5 milhões de toneladas (+92%). Em valores passou de US$ 875 milhões para US$ 1,3 bilhão (+48%). Nas carnes, o maior acréscimo em vendas foi em frango, com 9,9% a mais, passando de 1,9 milhão de toneladas para 2,1 milhões.

No entanto, houve redução de US$ 18 milhões (0,4%) em faturamento em relação a 2022, fechando o ano com US$ 3,766 bilhões. De carne suína, o Paraná exportou 168 mil toneladas, crescimento de 7% em relação às 157 mil toneladas anteriores. Entraram no Estado US$ 375,6 milhões, ou 12,6% a mais que os US$ 333,5 milhões de 2022.

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Nova política industrial terá bilhões em financiamentos até 2026

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) anunciou a nova política em sua última reunião, realizada no Palácio do Planalto. O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, comandou o colegiado. O presidente Lula participou da audiência.

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os R$ 300 bilhões serão disponibilizados em linhas de crédito específicas – sendo que R$ 271 bilhões serão na modalidade reembolsável e R$ 21 bilhões de forma não-reembolsável – além de R$ 8 bilhões em recursos por meio de mercado de capitais.

Durante uma coletiva de imprensa após o evento, representantes do governo informaram que as empresas deverão cumprir requisitos para participar do programa, como não constar da lista de organizações que utilizam trabalho análogo a escravidão.

Além disso, no caso do agronegócio, por exemplo, Aloizio Mercadante afirmou que uma diretriz será não desmatar.

Nova Indústria Brasil

O plano batizado de Nova Indústria Brasil, prevê uma série de metas e objetivos para desenvolver a indústria até 2033. Ademais, também prevê um plano de curto prazo — até o término do mandato de Lula, em 2026.

O texto foi construído ao longo do último ano, com a participação de membros do CNDI. Logo, o programa Nova Indústria Brasil (NIB) reúne uma série de ações governamentais para estimular a industrialização no país.

No documento, o Executivo afirma que a nova política industrial também é uma resposta a um processo de desindustrialização do Brasil e ao baixo desenvolvimento e exportação de produtos com complexidade tecnológica.

Segundo o texto, as medidas devem “fortalecer a indústria brasileira, tornando-a mais competitiva, e, assim, capaz de gerar empregos, de elevar a renda nacional e de reduzir desigualdades”.

Medidas da nova política industrial

Durante o evento no Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin detalhou outras medidas previstas no programa lançado pelo governo:

  • Regime Especial da Indústria Química (Reiq): a previsão é de R$ 1,5 bilhões em benefícios tributários para a indústria química.
  • Projeto de lei que reduz o prazo para registro de patentes: sendo assim, a ideia é reduzir de 6,9 anos para 2 anos, até 2026, o prazo necessário para obtenção de patente.
  • Assinatura de contrato de gestão do Centro de Bionegócios da Amazônia para incentivar pesquisar que influenciar os negócios da região.
  • Destinação de R$ 20 bilhões para compra de máquinas nacionais para a agricultura familiar.
  • Novo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays (PADIS).
  • R$ 19,3 bilhões para ampliação das exigências de sustentabilidade de automóveis e para estimular a produção de novas tecnologias de mobilidade.
  • Elevação da mistura do etanol à gasolina de 27,5% para 30%.

Metas

Ao longo de mais de cem páginas, o plano define como objetivos da política de industrialização a melhoria da produtividade e da competitividade nacional, e o reposicionamento do Brasil no comércio exterior.

Sendo assim, o plano para as indústrias é dividido em seis eixos — ou “missões”, conforme o documento. Então, as ações e metas serão desenvolvidas especificamente para cada um.

Segundo a minuta da resolução que deverá ser adotada pelo CNDI para instituir o plano, estes objetivos deverão ser atingidos até 2033:

  • agroindústrias: aumentar a participação do setor agroindustrial no PIB agropecuário para 50%. Além disso, alcançar 70% de mecanização dos estabelecimentos de agricultura familiar, com o suprimento de pelo menos 95% do mercado por máquinas e equipamentos de produção nacional, garantindo a sustentabilidade ambiental.
  • complexo industrial da saúde: produzir, no país, 70% das necessidades nacionais em medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, materiais e outros insumos e tecnologias em saúde.
  • infraestrutura, saneamento, moradia e mobilidade: reduzir o tempo de deslocamento de casa para o trabalho em 20%, aumentando em 25 pontos percentuais o adensamento produtivo na cadeia de transporte público sustentável.
  • transformação digital: transformar digitalmente 90% das empresas industriais brasileiras, assegurando que a participação da produção nacional triplique nos segmentos de novas tecnologias.
  • bioeconomia e transição energética: promover a indústria verde reduzindo em 30% a emissão de CO2 por valor adicionado do PIB da indústria, ampliando em 50% a participação dos biocombustíveis na matriz energética de transportes, e aumentando o uso tecnológico e sustentável da biodiversidade pela indústria em 1% ao ano.
  • tecnologia de defesa: obter autonomia na produção de 50% das tecnologias críticas para a defesa.

Incentivos

A nova política de industrialização prevê que haverá apoio dos objetivos por “instrumentos financeiros e não financeiros” articulados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial.

Assim sendo, o plano estabelece 13 instrumentos que o governo poderá adotar para incentivar as indústrias e o cumprimento das metas:

  1. compras governamentais;
  2. empréstimos;
  3. subvenções;
  4. investimento público;
  5. créditos tributários;
  6. comércio exterior;
  7. transferência de tecnologia;
  8. propriedade intelectual;
  9. infraestrutura da qualidade;
  10. participação acionária;
  11. regulação;
  12. encomendas tecnológicas;
  13. e requisitos de conteúdo local.

Embora não sinalize como será a execução dessas medidas, o plano menciona alguns mecanismos, como o uso das compras governamentais para estimular a produção industrial.

As reservas para compras governamentais são um dos impasses para a concretização do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Sendo assim, o lado europeu defende que empresas do bloco participem, em condição de igualdade, de licitações em países do Mercosul. E vice-versa.

Consequentemente, essas licitações envolvem aquisição de bens, contratação de serviços e execução de obras com recursos públicos.

O presidente Lula é contrário ao dispositivo. Na avaliação do governo brasileiro, na prática, o acordo dificulta que governos deem prioridades às empresas locais para estimular a produção interna, por exemplo.

Além do estímulo por meio de compras governamentais, o plano também menciona a adoção de percentuais mínimos de compra de produtos nacionais — o chamado requisito de conteúdo local — por empresas contratadas para obras no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Portanto, os critérios, neste caso, seriam definidos por uma comissão do governo.

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