Como é a reforma tributária ideal para o setor transportador?

A CNT (Confederação Nacional do Transporte) luta por uma reforma tributária justa, que não penalize o setor transportador. O segmento estratégico é responsável por movimentar o Brasil, tanto no transporte de cargas quanto no de passageiros, além de escoar a produção nacional para o mundo.

Um eventual aumento de impostos poderia onerar as empresas do setor e causar um efeito cascata econômico. Como o transporte é uma atividade meio, produtos e serviços podem sofrer reajuste de preços com eventuais repasses financeiros. É importante lembrar que o transporte faz uma interface também com o consumidor final desses produtos transportados e dos serviços de transporte de pessoas.

Para uma proposição mais justa, será necessário fazer alguns ajustes no texto em tramitação no Congresso Nacional. Além disso, o objetivo é aprimorar a proposta para assegurar uma reforma ampla, que traga justiça, neutralidade e simplicidade ao sistema tributário nacional, sem aumento da atual carga tributária global e setorial.

Quais os ajustes que a CNT acha importante?

Mesmo com avanços na Câmara dos Deputados, a CNT ainda pleiteia aprimoramentos na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 45/2019, conhecida como reforma tributária, em tramitação no Senado Federal.

Estes são os seis pontos defendidos pela CNT:

1 – Alíquota diferenciada para o transporte de cargas

O transporte de cargas, atualmente, possui custos operacionais elevados. No modelo proposto pela PEC nº 45/2019, apenas o transporte de passageiros foi contemplado. Se houver aumento dos impostos, o custo do frete vai subir e impactar os índices de inflação. Além disso, a elevada carga tributária trava o crescimento e impacta negativamente na geração de empregos.

2 – Garantia de isenção tributária para o transporte internacional de cargas e passageiros no texto constitucional

Vários países que utilizam o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) já adotam tarifas zeradas, como forma de promover a competitividade no comércio exterior. O vizinho Chile, por exemplo, isenta totalmente a exportação de produtos, o que pode deixar o Brasil em desvantagem até mesmo no Mercosul. É preciso corrigir essa distorção para que as empresas brasileiras consigam competir com as concorrentes internacionais. A alteração não é uma nova isenção, já que hoje a Receita Federal entende o transporte como exportador de serviço, a CNT busca apenas garantir o atual status quo do setor.

3 – Inclusão do setor aéreo no artigo que determina redução de alíquota para o transporte de passageiros

A CNT deseja a isonomia para o transporte de passageiros, independentemente do modal. O setor aéreo brasileiro, que apresenta um custo elevadíssimo no atual modelo tributário, foi o único que ficou de fora da proposição aprovada na Câmara. Sem uma alíquota diferenciada, é inviável para o setor buscar a almejada equiparação no custo das passagens aéreas aos patamares de 2019, período antes da pandemia. Hoje, países que utilizam o IVA já trazem alíquotas menores para o setor transportador como um todo. Por isso, o Brasil seguirá os melhores modelos já implementados.

4 – Isenção de IPVA para veículos de cargas e coletivo de passageiros em todos os modais que prestam serviços a terceiros

Um dos insumos que pesam no bolso do empresário do transporte é o pagamento do IPVA. As empresas com grandes frotas, além de prestarem um serviço essencial para os brasileiros, precisam desembolsar milhões com o imposto, valor que poderia ser revertido para investimento ou expansão dos negócios. Hoje, os setores aéreo, aquaviário e ferroviário já não pagam esse imposto. É importante garantir essa continuidade e incluir o transporte rodoviário de cargas e passageiros na mesma isenção, além de garantir constitucionalmente que os demais modais continuem isentos. Atualmente, o texto prevê essa isenção apenas para o setor aéreo e aquaviário. 

5 – Garantia, no texto constitucional, de creditamento integral

A legislação atual proíbe o creditamento de diversos tipos de insumos. Caso a reforma tributária autorize o creditamento integral, no mecanismo de débito e crédito previsto pelo modelo IVA, o setor transportador poderá creditar os ativos de mobilização em outras atividades que hoje representam um custo elevado para as empresas e oneram a prestação do serviço.

6 – Redução do prazo de transição de 10 anos

O legislador coloca prazos de transição mais alongados para garantir que todos os envolvidos tenham tempo para se adaptar. O problema é que isso gera insegurança jurídica para o contribuinte e afasta os investidores. Uma transição mais longa também pode gerar custos para as empresas, que vão refletir no custo dos produtos e serviços.

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Produção de caminhões aumenta em agosto

Agosto de 2023 marca a volta de números positivos na produção de caminhões no Brasil. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), foram fabricados 9.623 caminhões novos no país no mês passado.

O número é 42,6% maior do que o registrado em julho, quando haviam saído das linhas de montagem 6.749 caminhões.

Apesar da alta mensal, a produção de caminhões ainda permanece bem abaixo do nível de agosto de 2022. Naquele mês, as montadoras produziram 17.223 unidades — um volume 44,1% maior do que o registrado em agosto de 2023.

Entre janeiro e agosto, as montadoras produziram 63.545 caminhões. Esse número é bem inferior ao do mesmo período de 2022, quando elas fabricaram 101.719 unidades. A queda em 2023 é de 37,5%.

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Lei do motorista e os impactos da decisão do Supremo na ADI

A publicação da ADI nº. 5.322 ocorreu no dia 30 de agosto de 2023, e a princípio, verifica-se que não há novidades em relação ao que já constava na certidão de julgamento publicada no dia 12 de julho de 2023, onde o Supremo Tribunal Federal declarou constitucionais vários temas da lei do motorista, e inconstitucionais os seguintes:

  • Tempo de espera;
  • Indenização do tempo de espera em 30% do salário-normal;
  • Cumulatividade e fracionamento dos descansos semanais remunerados em viagens de longas distâncias;
  • Fracionamento do intervalo interjornada de 11 horas;
  • Repouso com o veículo em movimento no caso de viagens em dupla de motoristas.

Aguardava-se um posicionamento da Sr. Corte, com a publicação do acórdão, sobre a modulação dos efeitos da decisão sobre a lei do motorista, o que infelizmente não ocorreu.

A decisão não pode ser recorrida, exceto se a CNTT, que impetrou a ADI, apresentar embargos declaratórios.

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Mercado eleva para 2,31% projeção do crescimento da economia em 2023

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira este ano subiu de 2,29% para 2,31%. A estimativa está no boletim Focus de ontem (28), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) é de crescimento de 1,33%. Em 2025 e 2026, o mercado financeiro projeta expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

Além disso, no primeiro trimestre do ano o PIB cresceu 1,9% na comparação com os três meses imediatamente anteriores. O resultado do segundo trimestre será divulgado na próxima sexta-feira (1°) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Previsão do mercado

Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – foi mantida em 4,9% neste ano, a mesma da semana passada. Assim, para 2024, a estimativa de inflação ficou em 3,87%. Para 2025 e 2026, as previsões são de 3,5% para os dois anos.

Sendo assim, a estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3,25% para 2023, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,75% e o superior 4,75%.

Segundo o BC, no último Relatório de Inflação, a chance de a inflação oficial superar o teto da meta em 2023 é de 61%.

A projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista, fixada em 3%, mas ainda dentro do intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Em julho, influenciado pelo aumento da gasolina, o IPCA foi de 0,12%, segundo o IBGE. A taxa ficou acima das observadas no mês anterior (-0,08%) e em julho de 2022 (-0,68%). Ademais, com o resultado, a inflação oficial acumula 2,99% no ano. Em 12 meses, a inflação é de 3,99%, acima dos 3,16% acumulados até junho.

Taxa de juros

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Sendo assim, diante da forte queda da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, iniciou, neste mês, um ciclo de redução da Selic.

A última vez em que o BC tinha diminuído a Selic foi em agosto de 2020, quando a taxa caiu de 2,25%. Depois disso, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em março de 2021, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis, e, a partir de agosto do ano passado, manteve a taxa em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2023 em 11,75% ao ano. Logo, para o fim de 2024, a estimativa é que a taxa básica caia para 9% ao ano. Já para o fim de 2025 e de 2026, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano para os dois anos.

Demanda

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

Por fim, a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 4,98 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em $5.

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Programa de renovação de frota ganha linha especial do Finame

O presidente em exercício, José Geraldo Alckmin, anunciou a prorrogação do Programa de Renovação de Frota, criado pela MP 1175. O prazo, antes previsto para terminar em outubro, agora valerá até o fim da verba de R$ 1 bilhão em créditos tributários. Logo, desse total, R$ 700 milhões vão para a compra de caminhões e R$ 300 milhões para ônibus. Segundo Alckmin, apenas R$ 270 milhões foram usados até agora, três meses após o início do programa.

Além disso, o programa busca renovar frotas de caminhões e ônibus. Para isso, retira de circulação veículos com mais de 20 anos e oferece descontos de até R$ 99,4 mil na compra de novos.

Compra casada

A declaração foi feita durante um evento na unidade da Gerdau, em Araçariguama (SP). A ação envolveu a renovação de frota com a compra de 140 caminhões 0 km da Volkswagen pela Vamos, empresa do Grupo Simpar, com apoio do programa governamental. Ou seja, a empresa investiu mais de R$ 4 milhões na aquisição de veículos com idades entre 28 e 53 anos. Esses caminhões serão sucateados pela Gerdau.

No evento, o presidente anunciou uma nova linha de financiamento via Finame. Sendo assim, a linha terá condições especiais para a compra de veículos comerciais 0 km, com juros atrelados à Selic. “Vamos oferecer uma taxa pós-fixada. Se a Selic cair, os juros também caem”, afirmou.

Ricardo Alouche, vice-presidente da Volkswagen, acredita que o programa deve ganhar força. Segundo ele, grandes frotistas como a Vamos poderão comprar usados no mercado para usar o benefício. “No início, o desafio era o autônomo comprar um 0 km. Com a ajuda das empresas e mais prazo, o programa deve ser um sucesso”, disse.

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Com valor abaixo do PPI, preço do Diesel poderá subir ainda mais

Na última quarta-feira (16), houve um aumento considerável no preço do Diesel, de R$0,78 por litro. Porém, de acordo com dados divulgados pela ABICOM, o preço praticado pela Petrobras, mesmo após o aumento, continua com uma defasagem de R$ 0,44 por litro, conforme pode ser observado no gráfico a seguir:

O comparativo é com base no PPI, sigla para “Preço de Paridade de Importação”. Ou seja, os preços médios do óleo diesel operam com diferenciais negativos em todos os polos analisados.

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