Medida provisória CIOT

Governo publica medida provisória que obriga registro de fretes e bloqueia operações fora do piso mínimo 

A fiscalização do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil entrou em uma nova fase. O Governo Federal publicou a Medida Provisória nº 1.343/2026, que já está em vigor e traz mudanças relevantes na forma como os fretes são contratados, registrados e monitorados no país. 

A medida foi estruturada a partir de proposta técnica da ANTT em conjunto com o Ministério dos Transportes e altera dispositivos da Lei nº 13.703/2018. Ela inaugura um modelo mais rigoroso, baseado em controle prévio das operações e maior integração de dados. 

O principal ponto da nova regulamentação é a mudança no papel do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). 

A partir de agora, o CIOT deixa de ser apenas um registro e passa a ser um requisito obrigatório para a realização do transporte. Ou seja, sem o código, a operação simplesmente não pode acontecer. 

Além disso, o sistema passa a impedir a emissão do CIOT em casos de irregularidade, como fretes abaixo do piso mínimo. Com isso, o governo muda a lógica da fiscalização: em vez de punir depois, passa a bloquear a operação antes mesmo que ela aconteça. 

Mais controle e integração de dados no setor 

A nova medida também eleva o nível de rastreabilidade das operações de transporte. 

O CIOT passa a concentrar informações completas sobre o frete, como dados das partes envolvidas, características da carga, origem, destino e valores praticados. 

Outro avanço importante é a integração com o Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), permitindo o cruzamento automático de informações entre sistemas regulatórios e fiscais. 

Na prática, isso fortalece a atuação conjunta entre ANTT, Receita Federal e administrações tributárias, ampliando a fiscalização em tempo real e reduzindo brechas operacionais. 

Penalidades mais duras e risco de suspensão 

A Medida Provisória também endurece significativamente o regime de penalidades. 

Em casos de descumprimento recorrente do piso mínimo, podem ser aplicadas medidas como a suspensão temporária do RNTRC. Em situações mais graves e após decisão administrativa, o transportador pode ter o registro suspenso por períodos mais longos ou até cancelado, ficando impedido de operar por até dois anos. 

Por outro lado, a norma também prevê um mecanismo de reabilitação: após um período sem autuações, infrações anteriores deixam de contar para fins de reincidência. 

Para os contratantes de frete, o impacto é ainda mais sensível. 

A nova regra prevê multas que podem variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação irregular, aplicadas individualmente. 

Além disso, empresas que descumprirem as regras podem sofrer restrições para contratar novos fretes, o que representa um risco direto à continuidade das operações. 

A responsabilização também foi ampliada, incluindo intermediários e até anunciantes de fretes irregulares. Em casos mais graves, pode haver desconsideração da personalidade jurídica, alcançando sócios e grupos econômicos. 

Novas regras operacionais e responsabilidades 

A ausência do CIOT passa a ser considerada uma infração específica, sujeita à multa por ocorrência. 

Quanto à responsabilidade pela emissão: 

  • O contratante será responsável quando houver transportador autônomo (TAC); 
  • Nos demais casos, a responsabilidade será da transportadora que executa o serviço. 

Vale destacar que penalidades mais severas, como suspensão ou cancelamento do RNTRC, não se aplicam ao TAC, mantendo o tratamento diferenciado previsto em lei. 

A nova regulamentação tende a transformar o ambiente do transporte rodoviário de cargas. 

De um lado, transportadores, especialmente autônomos, podem ter maior proteção quanto ao cumprimento do piso mínimo. De outro, empresas que já operam dentro da legalidade tendem a se beneficiar com a redução de práticas irregulares e concorrência desleal. 

Implementação imediata exige atenção das empresas 

Apesar de a ANTT ainda ter prazo para regulamentar detalhes operacionais, a Medida Provisória já está em vigor e produz efeitos imediatos. 

Isso exige uma rápida adaptação por parte das empresas, principalmente na revisão de processos internos, contratação de fretes e conformidade com o piso mínimo. 

Como a Rumo Brasil pode ajudar? 

Diante de um cenário cada vez mais regulado e com alto risco de penalidades, contar com apoio especializado faz toda a diferença. 

A Rumo Brasil atua apoiando empresas a se manterem em conformidade, reduzirem riscos e aumentarem a eficiência das operações. 

Se sua empresa precisa se adequar às novas exigências ou revisar seus processos de contratação de frete, falar com especialistas pode evitar prejuízos e garantir mais segurança nas decisões. 

PIB do Brasil

 PIB cresce menos em 2025 e acende alerta para o transporte rodoviário em 2026 

Um levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), com base em dados divulgados pelo IBGE, revela um cenário de desaceleração econômica que já começa a impactar diretamente o setor de transporte e logística no Brasil. 

Segundo o estudo, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025, totalizando R$ 12,7 trilhões. Apesar do resultado positivo, o número representa uma desaceleração em relação a 2024, quando o crescimento foi de 3,4%. 

Ainda assim, o país mantém uma sequência de cinco anos consecutivos de expansão econômica após a queda registrada em 2020, mas o novo ritmo acende um alerta importante para o Transporte Rodoviário de Cargas, que depende diretamente da atividade econômica para se movimentar. 

O relatório da CNT reforça um ponto central: o desempenho do transporte está fortemente ligado ao ritmo da economia. 

Em 2025, o setor de serviços cresceu 1,8%, com destaque para transporte, armazenagem e correio, que avançaram 2,1%. Já a agropecuária foi o principal motor do crescimento, com alta de 11,7%, enquanto a indústria registrou expansão mais moderada, de 1,4%. 

Mas o dado mais relevante está na relação entre PIB e transporte. 

A análise mostra uma forte correlação entre os dois, indicando que o setor de transporte não apenas acompanha a economia, mas também reage de forma mais intensa às suas oscilações. Em momentos de crescimento, o transporte tende a acelerar mais rápido. Por outro lado, em cenários de desaceleração, o impacto também é mais sensível. 

Na prática, isso significa que qualquer mudança no ritmo econômico afeta diretamente o volume de cargas, a demanda por frete e a rentabilidade das transportadoras. 

Projeções para 2026 indicam crescimento mais moderado 

Para 2026, a expectativa é de um cenário ainda mais desafiador. 

A CNT projeta crescimento de 1,28% para o PIB brasileiro, enquanto o setor de transporte deve expandir entre 0,37% e 0,97%. Ou seja, a tendência é de um crescimento abaixo da média da economia. 

Esse comportamento é explicado por um fator estrutural: o transporte é uma demanda derivada. Ele depende diretamente das decisões de produção, consumo e investimento de outros setores. 

Com menor atividade econômica, há menos circulação de mercadorias e, consequentemente, menos demanda por transporte. 

Juros altos pressionam investimentos e operação 

Outro ponto crítico do cenário atual é o ambiente de juros elevados. 

Com a taxa Selic em 15% ao ano, o custo do crédito aumenta significativamente, impactando diretamente a operação das transportadoras. A renovação de frota, a expansão da capacidade e os investimentos em tecnologia passam a exigir mais planejamento e cautela. 

Além disso, o crédito mais caro também reduz o consumo e desacelera a indústria, diminuindo ainda mais a demanda por transporte. 

Esse contexto cria um ciclo desafiador: menos investimento, menor atividade econômica e pressão sobre as margens das transportadoras. 

Baixo investimento em infraestrutura continua sendo entrave 

O levantamento da CNT também evidencia um problema estrutural do Brasil: o baixo nível de investimento em infraestrutura. 

A formação bruta de capital fixo (FBKF) representou apenas 16,8% do PIB em 2025, mantendo o país em um patamar historicamente baixo. Para efeito de comparação, a média desde 1996 é de 17,9%. 

No caso específico do transporte, os investimentos federais em infraestrutura seguem limitados. Em 2025, representaram apenas 0,13% do PIB, bem abaixo dos níveis observados no início da década de 2010. 

Nas rodovias, o cenário é semelhante, o investimento correspondeu a apenas 0,10% do PIB. 

Esse nível reduzido de investimento impacta diretamente a eficiência logística, aumentando custos operacionais e reduzindo a competitividade do setor. 

Investimento privado ganha protagonismo 

Diante das limitações fiscais do governo, o investimento privado tem se mostrado um fator essencial para o desenvolvimento da infraestrutura rodoviária. 

Os dados apontam que o retorno econômico do capital privado é significativamente maior. Um aporte inicial de R$ 1,00 pode gerar impacto de R$ 2,58 no PIB do transporte, mais de quatro vezes superior ao retorno do investimento público federal. 

Além disso, o tempo de retorno também é menor. Enquanto o investimento público leva cerca de 18 meses para gerar impacto total, o privado atinge resultados em aproximadamente 9 meses. 

Isso indica maior eficiência na execução, alocação de recursos e ativação da cadeia produtiva. Ainda assim, o relatório reforça que o avanço do setor privado deve ocorrer de forma complementar ao Estado, que continua sendo fundamental no planejamento e na viabilização de projetos estratégicos. 

Com crescimento mais lento, crédito caro e limitações em infraestrutura, será fundamental aumentar a eficiência operacional, otimizar custos e tomar decisões mais precisas com base em dados. 

ANTT verifica seguros

ANTT passa a exigir verificação automática de seguros e pode barrar transportadores irregulares 

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) iniciou uma nova fase de modernização no Transporte Rodoviário de Cargas. A principal mudança envolve a implementação de um sistema de verificação automática dos seguros obrigatórios, integrado diretamente ao Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC).  

Isso significa que a regularidade dos seguros passará a ser acompanhada em tempo real, e poderá impactar diretamente a operação de transportadores em todo o país. 

A medida tem como base a Lei nº 14.599/2023 e reforça a obrigatoriedade de contratação e manutenção de três seguros essenciais para a atividade: 

  • Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga (RCTR-C); 
  • Responsabilidade Civil por Desaparecimento de Carga (RC-DC); 
  • Responsabilidade Civil de Veículo (RC-V). 
     

A grande mudança está na forma de fiscalização. Com a integração entre seguradoras e ANTT, as informações das apólices serão enviadas automaticamente via sistema, reduzindo falhas, omissões ou inconsistências. 

Cronograma de implementação 

O novo modelo será implantado em duas etapas: 

A fase de homologação começou em 10 de março de 2026 e segue até 30 de junho de 2026. Durante esse período, serão realizados testes de integração entre seguradoras e ANTT, com foco na adaptação do setor. 

Já a partir de 1º de julho de 2026, o sistema entra em operação definitiva. A partir dessa data, a regularidade dos seguros passa a ser condição obrigatória para inscrição e manutenção no RNTRC. 

Na prática, transportadores que não estiverem em conformidade poderão ser impedidos de operar. 

Impactos para transportadores e empresas 

O impacto da medida tende a ser relevante para todo o setor. 

Com a verificação automatizada, não haverá mais espaço para falhas na comprovação dos seguros. Isso aumenta o nível de fiscalização e exige maior rigor na gestão documental e contratual. 

Para os Transportadores Autônomos de Cargas (TAC), o impacto pode ser ainda mais sensível. Muitos desses profissionais operam com menor estrutura administrativa, e a exigência de regularidade contínua pode trazer desafios financeiros e operacionais, principalmente com a inclusão do seguro RC-V como obrigatório. 

Já para empresas de transporte e operadores logísticos, a mudança eleva o nível de compliance na cadeia. A validação automática reduz riscos jurídicos, mas também exige revisão de processos internos, especialmente na contratação e homologação de terceiros. 

Há impacto tributário? 

Até o momento, não há indicação de mudanças na carga tributária do setor. 

A medida tem caráter regulatório e operacional. Ainda assim, pode gerar impactos indiretos, como aumento de custos e necessidade de ajustes na gestão das empresas. 

Por outro lado, a iniciativa tende a trazer benefícios importantes, como: maior segurança jurídica, redução de fraudes, mais rastreabilidade nas operações e maior proteção das cargas transportadas.  
 

O que as empresas devem fazer agora 

Mesmo antes da obrigatoriedade entrar em vigor, o ideal é que transportadores, embarcadores e operadores logísticos iniciem o quanto antes um processo de adequação. 

A recomendação é revisar contratos, apólices de seguro e processos internos ainda durante a fase de homologação. Essa antecipação é essencial para evitar riscos de interrupção das atividades a partir de julho de 2026. 

O cenário regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas está em constante evolução, e acompanhar essas mudanças é fundamental para manter a operação segura e competitiva. 

Rumo Brasil atua ao lado de transportadoras em todo o país, oferecendo soluções estratégicas nas áreas tributária, jurídica, financeira e consultiva. 

Ministério dos transportes

Ministério dos Transportes avisa: Fiscalização do piso mínimo do frete será intensificada 

O Ministério dos Transportes anunciou nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, um reforço significativo na fiscalização do cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, a chamada tabela do frete. A medida, que será operacionalizada pela ANTT, indica uma mudança clara no nível de rigor regulatório aplicado ao setor. 

O descumprimento da tabela deixa de ser tratado como uma irregularidade recorrente e passa a ser encarado como um risco real para a continuidade das operações. 

Dados divulgados pelo governo mostram que, apenas nos dois primeiros meses de 2026, foram registradas cerca de 40 mil infrações relacionadas ao descumprimento do piso mínimo do frete. Além disso, aproximadamente 20% das abordagens realizadas resultaram em autuações. 

Esse volume expressivo evidencia um cenário de descumprimento relevante no mercado, mesmo diante de uma regulação já consolidada. 

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta um ambiente de pressão crescente, impulsionado principalmente pela alta do diesel e pela insatisfação dos caminhoneiros com o achatamento dos valores de frete. Nesse contexto, o governo reforça a fiscalização como uma forma de garantir a sustentabilidade econômica da atividade. 

Fiscalização mais rígida e novas penalidades 

A principal mudança anunciada está na forma como as penalidades serão aplicadas. O Ministério dos Transportes trabalha na criação de um novo instrumento jurídico que amplia o impacto das sanções. 

Na prática, as penalidades deixam de ser apenas financeiras e passam a atingir diretamente a operação das empresas. 

Entre as medidas em estudo, estão: 

  • Suspensão imediata do registro de empresas infratoras; 
  • Cassação do registro em casos de reincidência; 
  • Fiscalização permanente sobre transportadoras com histórico irregular; 
  • Restrição para que empresas reincidentes realizem ou contratem operações de transporte. 

Além disso, a responsabilização deve alcançar também os embarcadores, ampliando o alcance das penalidades em toda a cadeia logística. 

Impactos imediatos para transportadoras 

Com a intensificação da fiscalização e o uso crescente de dados e monitoramento, a tendência é de redução significativa da margem para negociações abaixo do piso mínimo. 

Na prática, isso exige uma revisão estruturada das operações, incluindo políticas comerciais, contratos e processos internos. 

Outro ponto de atenção é o aumento do custo logístico. O cumprimento rigoroso da tabela, somado à alta do diesel, tende a pressionar margens e gerar repasses ao longo da cadeia produtiva. 

Além disso, a ampliação da responsabilidade para embarcadores reforça a necessidade de maior integração entre áreas jurídicas, fiscais e operacionais, elevando o nível de exigência em compliance logístico. 

O que as empresas precisam fazer agora 

Diante desse novo cenário regulatório, adotar medidas preventivas deixa de ser uma opção e passa a ser uma necessidade estratégica. 

Entre as principais ações recomendadas, estão: 

  • Validação prévia dos valores de frete conforme a tabela da ANTT; 
  • Auditoria de documentos de transporte; 
  • Monitoramento contínuo das operações; 
  • Revisão de contratos com embarcadores e parceiros logísticos. 
     

Como a Rumo Brasil pode apoiar sua empresa 

A Rumo Brasil atua de forma especializada e exclusiva no setor do TRC, apoiando empresas na adaptação a cenários regulatórios cada vez mais exigentes. 

Com uma abordagem prática e orientada a resultados, a consultoria auxilia transportadoras na revisão de processos, adequação à legislação e construção de estratégias que garantam segurança jurídica, eficiência operacional e ganho de competitividade.  

Se sua empresa precisa se preparar para esse novo cenário de fiscalização mais rigorosa, contar com o apoio certo pode fazer a diferença. 

preço do diesel

ANTT atualiza pisos mínimos de frete com base no preço do diesel

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou a Portaria SUROC nº 3, de 13 de março de 2026, atualizando os coeficientes dos pisos mínimos de frete no Transporte Rodoviário de Cargas. 

A medida segue as diretrizes da Lei nº 13.703/2018 e da Resolução ANTT nº 5.867/2020, que regulamentam a política de pisos mínimos no Brasil e definem regras obrigatórias para a contratação de frete no setor. 

Atualização considera o preço do diesel 

A revisão dos valores foi motivada pela variação no preço do combustível, um dos principais fatores de custo do transporte rodoviário. 

Para o cálculo, a ANTT utilizou como base o preço médio do diesel S10 de R$ 6,89 por litro, referente ao período de 8 a 14 de março de 2026, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP). 

Com a nova portaria, passam a valer coeficientes atualizados que influenciam diretamente dois componentes principais: 

  • O custo de deslocamento (CCD). 
  • As despesas de carga e descarga (CC). 
     

Esses valores variam de acordo com o tipo de carga transportada e a configuração do veículo, especialmente o número de eixos. 

As tabelas divulgadas contemplam diferentes categorias de transporte, como carga geral, granel sólido e líquido, carga frigorificada, contêineres e cargas perigosas, respeitando as particularidades de cada operação. 

Na prática, a atualização altera o valor mínimo do frete, que deve ser obrigatoriamente respeitado nas contratações. 

Isso significa que empresas que contratam ou prestam serviços de transporte precisam estar atentas aos novos coeficientes para evitar descumprimento da legislação e possíveis penalidades. 

Além disso, o reajuste tende a refletir o aumento dos custos operacionais, especialmente relacionados ao combustível. Com isso, é esperado que haja impacto direto nas negociações de frete e nos contratos logísticos. 

Diante desse cenário, embarcadores, transportadoras e operadores logísticos devem revisar seus processos de contratação e planejamento, garantindo que estejam alinhados às novas regras. 

Vigência imediata exige atenção do setor 

A Portaria entrou em vigor na data de sua publicação, o que reforça a necessidade de adaptação imediata por parte das empresas do TRC. 

Estar em conformidade com a tabela de frete não é apenas uma questão regulatória, mas também estratégica para evitar riscos financeiros e operacionais. 

Rumo Brasil 

Em um cenário de constantes mudanças regulatórias e aumento de custos, contar com uma assessoria especializada faz toda a diferença. 

Rumo Brasil atua diretamente ao lado de transportadoras e empresas do setor logístico, oferecendo suporte estratégico para adequação às normas, revisão de processos e otimização de resultados. 

Se a sua empresa precisa entender como essas atualizações impactam a operação e quais medidas devem ser adotadas, nosso time está preparado para ajudar. 

Petrobras aumenta o diesel

Petrobras aumenta preço do diesel para distribuidoras e pressiona custos do transporte de cargas 

A Petrobras anunciou um reajuste no preço do diesel vendido às distribuidoras. Desde 14 de março de 2026, o valor médio do combustível passou a R$ 3,65 por litro, representando um aumento de R$ 0,38 por litro. 

A decisão ocorre em um cenário de forte alta no preço internacional do petróleo. O movimento foi impulsionado pela intensificação do conflito no Oriente Médio, que elevou a cotação do barril de cerca de US$ 60 para mais de US$ 100. 

Para o Transporte Rodoviário de Cargas, que depende diretamente do diesel como principal insumo operacional, o reajuste tende a gerar pressão imediata sobre os custos logísticos e, consequentemente, sobre a formação do valor do frete. 

Governo anuncia medidas para reduzir impacto do aumento 

Para tentar amenizar os efeitos da alta do diesel, o governo federal anunciou um conjunto de medidas fiscais e econômicas. 

A Petrobras informou que seu Conselho de Administração aprovou a adesão ao programa. No entanto, a implementação da medida ainda depende de regulamentação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). 

O pacote de ações do governo também inclui: 

  • Tributação das exportações de petróleo, com o objetivo de estimular o refino interno e ampliar a oferta de derivados no mercado nacional; 
  • Obrigatoriedade de sinalização nos postos de combustíveis para informar aos consumidores a redução de tributos federais e os efeitos da subvenção. 
     

Especialistas avaliam impacto limitado das medidas 

Segundo especialistas, o reajuste anunciado pela Petrobras tende a neutralizar parte relevante dos efeitos das medidas governamentais. 

Avaliações de mercado indicam que o aumento no preço do diesel equivale a quase metade da redução gerada pela desoneração tributária e pela subvenção, o que limita o impacto final de queda no preço ao consumidor. 

Para o setor de Transporte Rodoviário de Cargas, o momento exige atenção redobrada à gestão de custos operacionais. 

Em um contexto marcado pela volatilidade do preço internacional do petróleo e por intervenções fiscais temporárias no mercado de combustíveis, torna-se essencial monitorar constantemente os custos e avaliar a necessidade de revisões nos contratos de frete

Mesmo com o reajuste recente, a Petrobras destacou que, no acumulado desde dezembro de 2022, o preço do diesel A vendido às distribuidoras apresenta redução real de R$ 0,84 por litro, o que representa uma queda de aproximadamente 29,6%, considerando a inflação do período. 

Ainda assim, no curto prazo, o aumento anunciado tende a impactar diretamente a estrutura de custos das transportadoras e a dinâmica do setor logístico nacional. 

Rumo Brasil 

A Rumo Brasil acompanha de perto as mudanças econômicas, tributárias e regulatórias que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas. Nosso objetivo é apoiar transportadoras a compreenderem os efeitos dessas mudanças e a adotarem estratégias que preservem a saúde financeira e a competitividade das operações. 

Se você quer entender melhor como decisões econômicas e tributárias podem afetar sua empresa, continue acompanhando os conteúdos do blog da Rumo Brasil. 

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