A interdição da BR-470 em diferentes trechos do estado de Santa Catarina tem causado preocupação e prejuízos para o setor do TRC.

A situação, provocada por uma cratera no km 143 em Rio do Sul e um desnível na pista no km 90,5 em Ascurra, está impactando diretamente o tráfego de veículos e o escoamento de produtos.

Além dos riscos à segurança dos usuários da rodovia, a interdição tem gerado perdas econômicas significativas ao estado, afetando o transporte de cargas e as exportações catarinenses. Os efeitos negativos também se estendem à região Oeste, importante polo agroindustrial da região.

De acordo com informações do DNIT, a previsão é de que a BR-470 permaneça interditada no trecho de Rio do Sul por sete dias. Diante dessa situação, caminhoneiros e empresas do setor enfrentam dificuldades logísticas e aumento dos custos operacionais.

Como alternativa, os caminhões com mais de 40 toneladas têm utilizado rotas alternativas, como a BR-282 e a BR-280. No entanto, essa mudança de rota implica em um acréscimo significativo de quilômetros no percurso, além de demandar mais tempo de viagem e circulação por trechos já congestionados.

Quais são os impactos para o TRC?

A Fetrancesc, que representa mais de 20 mil empresas do setor, destaca a precariedade do sistema rodoviário catarinense e alerta para a necessidade de investimentos. A entidade ressalta a importância de atualizar a infraestrutura viária do estado, adequando-a às demandas atuais e mitigando os impactos de eventos climáticos.

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O principal contribuinte ao crescimento das PMEs no último ano foi o segmento industrial; o indicador mostrou avanço expressivo de 17% ante 2022

O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs mostrou que pequenos negócios superaram o PIB geral em 2023. Segundo o economista Felipe Beraldi, o setor cresceu 7%, enquanto a mediana do PIB foi de 2,9%, segundo o Boletim Focus. O índice monitora empresas com faturamento de até R$ 50 milhões em quatro setores: Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços.

Apesar dos juros elevados, as PMEs foram beneficiadas pela recuperação da renda das famílias. A taxa de desemprego caiu para menos de 8% no quarto trimestre de 2023, algo não visto desde 2015. Medidas como a ampliação do Bolsa Família e a valorização do salário mínimo também ajudaram no crescimento. Além disso, a normalização das cadeias globais favoreceu as pequenas indústrias.

Indústria em recuperação

A Indústria liderou o crescimento, com alta de 17% em relação a 2022. A recuperação da demanda doméstica e a queda nos custos ajudaram no avanço. O setor de Serviços também cresceu 4,4%, impulsionando o mercado de trabalho. Áreas como Alojamento, Alimentação e Atividades financeiras tiveram destaque.

O Comércio, no entanto, registrou queda de 3,6%, afetado por vendas abaixo do esperado, mesmo com campanhas como a Black Friday. Produtos como Equipamentos para escritório e Artigos de iluminação tiveram os piores resultados.

O setor de Infraestrutura também teve um desempenho fraco, com retração de 2%. A queda foi puxada por Obras de infraestrutura e Coleta e tratamento de resíduos.

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O volume de fretes rodoviários teve aumento de 17% no quarto trimestre de 2023 no Brasil, em comparação ao mesmo período de 2022. Os dados foram coletados pela Frete.com, plataforma online de transporte de cargas.

Entre outubro e dezembro do ano passado, foram publicados mais de 2,8 milhões de fretes na plataforma. Nos mesmos meses de 2022, a empresa teve registro de cerca de 2,4 milhões. Além disso, o agronegócio puxou a alta no volume de fretes, já que registrou aumento de 21,4% no quarto trimestre de 2023, em comparação com o mesmo período de 2022. O setor representa 34% dos fretes publicados na plataforma.

“O número de fretes vem se mantendo alto em nossa plataforma nos últimos anos, demonstrando que as empresas de transporte estão utilizando cada vez mais da tecnologia para ter mais ganhos. Estamos investindo bastante em segurança, para que tanto empresas quanto motoristas possam desempenhar os seus trabalhos sem se preocupar com fraudes”, destacou Federico Vega, CEO da Frete.com.

Soja, milho e fertilizantes se destacam

Segundo os dados levantados — entre os produtos do agronegócio — a soja, milho e fertilizantes foram os que tiveram mais destaque na plataforma. Os fretes da soja cresceram mais de 132% no quarto trimestre de 2023, comparado ao mesmo período de 2022, e representaram 14% dos fretes do agro. Quanto ao milho, o aumento foi de 21,7% com representatividade de 15% na categoria, enquanto os fretes de fertilizantes cresceram 22,2% no quarto trimestre de 2023 e tiveram uma representatividade de 20%.

Os aumentos seguiram as estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que previu recorde para a safra de grãos no ano de 2023. Portanto, é um valor cerca de 18% maior do que o registro de 2022, com quase 50 milhões de toneladas a mais registradas.

Além disso, tanto para a soja quanto para o milho as estimativas também foram recordes com 23% de aumento na produção da oleaginosa e 16% de crescimento para o milho. Segundo analistas, o clima favoreceu os resultados, com chuvas no tempo certo e mais investimentos dos produtores.

“Com as estimativas e produções recordes acontecendo, é natural que haja uma necessidade maior de escoamento dos produtos do agro nesses últimos meses do ano. Devido ao volume maior de transportes para serem feitos, as empresas do agronegócio optam cada vez mais por soluções como a da Frete.com. Ou seja, contratam caminhoneiros autônomos por meio da nossa plataforma para realizarem seus fretes com mais eficiência”, afirmou Vega.

Indústria e construção

Depois do agronegócio, os setores de produtos industrializados e da construção civil são os mais representativos na plataforma da Frete?com.

Os fretes de produtos industrializados tiveram crescimento de 3,7% no quarto trimestre de 2023, em comparação com 2022. A representatividade na plataforma foi de 25% no período. Conforme esse cenário, o setor de construção civil registrou um aumento de 55,9% e os fretes da categoria representaram 14% entre os publicados na plataforma da Frete?com nos três últimos meses do ano passado.

Fretes rodoviários por estados

Puxado pela movimentação de fretes do agronegócio, o Centro-Oeste foi a região que mais teve aumento: 35,5%. De acordo com o levantamento, o Sudeste aparece em seguida, com crescimento de 19,8%, que é onde estão os estados que mais movimentam fretes no Brasil (São Paulo e Minas Gerais). Nordeste teve 8,2% de aumento e o Sul, 3,8%.

O maior aumento no volume de fretes publicados nos três últimos meses de 2023, em comparação com 2022, aconteceu no Mato Grosso, com 79,1%. Minas Gerais também se destaca, com crescimento de 50,9%, seguido pelo Rio de Janeiro, que teve registro de 26,5% de aumento no volume de fretes. Paraná apresentou crescimento de 10,6%, Bahia com 8,9% e Goiás, 7,2%. Em Santa Catarina, o aumento foi de 3,6%, em São Paulo cresceu 3,3% e Pernambuco registrou 2,1% de crescimento no volume de fretes.

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A partir do dia 1 de fevereiro, os brasileiros enfrentarão aumentos nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) tomou a decisão, composto pelos secretários estaduais da Fazenda, e anunciou em outubro do ano passado.

Para o diesel e biodiesel, a nova alíquota do ICMS será de R$ 1,06 por litro, um aumento de R$ 0,94 do valor atual. Isso sugere que o preço médio do diesel S10 no país, que atualmente é de R$ 5,91 por litro, possa ultrapassar os R$ 6,00.

Já a gasolina sofrerá um incremento de R$ 0,15 por litro no imposto, passando de R$ 1,22 para R$ 1,37. Com o preço médio do combustível em R$ 5,56 por litro na última semana, conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), espera-se um aumento para cerca de R$ 5,71 por litro.

Quanto ao gás de cozinha, o ICMS subirá de R$ 1,26 para R$ 1,41 por quilograma, resultando em um aumento de R$ 0,16. Considerando o preço médio do botijão de 13 kg a R$ 100,98, conforme pesquisa da ANP, o novo valor médio estimado é de aproximadamente R$ 103,06, refletindo um aumento de 2,05%.

Este é o primeiro aumento do ICMS desde que a alíquota foi padronizada em todos os estados e fixada em valores absolutos por litro.

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A Coordenação Técnica do ENCAT comunicou que a versão 3.00 do CTe será extinta e perderá vigência no dia 31 de Janeiro de 2024 às 23h59, em caráter IRREVOGÁVEL, devendo os sistemas de emissão de CTe e os sistemas dos embarcadores migrarem para a versão 4.00.

A retomada da rejeição nos serviços da versão 3.00 acontecerão a partir de 01 de fevereiro de 2024 às 00h00 será a seguinte:

  • cStat= 239
  • xMotivo = Rejeição: Cabeçalho – Versão do arquivo XML nao suportada [Versão 3 com vigência encerrada (ATO COTEPE/ICMS 123/22), utilize a Versão 4.00]

No Comunicado anterior, o ENCAT deixou claro que a versão 4.00 traz uma série de melhorias operacionais significativas para o processo de emissão de CTe. Assim, serão introduzidas novas funcionalidades e simplificando o trabalho dos transportadores. No caso dos sistemas de embarcadores, a integração com a versão 4.00 não apresenta desafios relevantes. Isso considerando o layout do documento fiscal e a estrutura de seus campos.

A adaptação para a versão 4.00 é fundamental para garantir a continuidade das operações sem interrupções. Empresas que ainda não migraram devem atualizar seus sistemas o quanto antes para evitar problemas na emissão do CTe.

Além disso, é recomendável que transportadores e embarcadores consultem suas equipes de TI e fornecedores de software para garantir uma transição tranquila e sem impactos nas atividades diárias.

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O Paraná faturou 16,2% mais com exportações no agronegócio em 2023 ante 2022, com US$ 19,4 bilhões. Em volume, houve acréscimo de 40,8%, para 30 milhões de toneladas, informou em nota a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, com base em dados do Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura.

Na mesma nota, porém, o chefe do Departamento de Economia Rural (Deral), Marcelo Garrido, salientou que os números de 2023 precisam ser analisados dentro da ótica do que foi 2022. “Aquele foi um ano muito difícil para a agricultura devido às geadas e à estiagem”, ponderou.

O agronegócio do Paraná chama a atenção ainda para o desempenho do complexo soja, que embarcou para o exterior, no ano passado, 15,9 milhões de toneladas, cerca de 70% mais ante os 9,2 milhões exportados em 2022 – desempenho afetado, em 2022, por causa da estiagem e quebra de safra. Em faturamento, o avanço foi de 46%, para US$ 8,5 bilhões.

Os cereais também tiveram boa recuperação. Enquanto em 2022 saíram 2,6 milhões de toneladas, em 2023 foram 5 milhões de toneladas (+92%). Em valores passou de US$ 875 milhões para US$ 1,3 bilhão (+48%). Nas carnes, o maior acréscimo em vendas foi em frango, com 9,9% a mais, passando de 1,9 milhão de toneladas para 2,1 milhões.

No entanto, houve redução de US$ 18 milhões (0,4%) em faturamento em relação a 2022, fechando o ano com US$ 3,766 bilhões. De carne suína, o Paraná exportou 168 mil toneladas, crescimento de 7% em relação às 157 mil toneladas anteriores. Entraram no Estado US$ 375,6 milhões, ou 12,6% a mais que os US$ 333,5 milhões de 2022.

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