A reforma tributária (PEC 45/2019), aprovada pela Câmara dos Deputados nesta sexta-feira (16), estabelece três prazos distintos para a fase de transição do modelo atual para o novo. Assim, a migração completa ocorrerá ao longo de 50 anos.

Quer saber mais sobre a medida? Então, continue a leitura no artigo!

Quais são as fases da reforma tributária?

Os parlamentares votaram uma versão que define diferentes fases para a transição tributária. Em primeiro lugar, uma dessas fases será voltada para os contribuintes e durará sete anos (de 2026 a 2033). Durante esse período, os estados e municípios implementarão gradualmente o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS e o ISS. Ao mesmo tempo, ocorrerá a eliminação progressiva dos tributos antigos, até que sejam completamente extintos.

Além disso, os congressistas demonstraram preocupação em garantir que os benefícios e incentivos fiscais concedidos por governos estaduais e prefeituras antes da aprovação das novas regras continuem válidos até dezembro de 2032. Isso porque a Lei Complementar nº 160/2017 já estabelecia esse prazo limite para políticas tributárias desse tipo. Para mitigar impactos, a própria PEC prevê a criação de um fundo financiado pela União, cuja finalidade será compensar possíveis perdas decorrentes da redução de incentivos fiscais ao longo da transição.

No âmbito federal, a transição dos tributos será mais simples. De acordo com o cronograma, o governo substituirá PIS/Pasep e Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) até 2027. Dessa forma, a mudança não trará grandes impactos para o consumidor final. Além disso, em 2026, o governo realizará um período de testes para avaliar os efeitos da CBS sobre a arrecadação e, se necessário, promover ajustes.

Já a segunda fase da transição reorganizará a partilha dos novos tributos entre estados e municípios. Esse processo será mais longo, com duração de 50 anos, e garantirá, inicialmente, que cada ente federativo receba uma fatia da arrecadação semelhante à que já obtém no modelo atual. Entretanto, com o passar do tempo, o sistema passará a adotar exclusivamente o princípio do destino. Ou seja, o local onde um bem ou serviço for consumido arrecadará os tributos correspondentes.

Por fim, na terceira fase, o governo extinguirá o IPI até 2033. Em seu lugar, será criado o Imposto Seletivo (IS), que terá caráter extrafiscal e incidirá sobre a produção, extração, comercialização ou importação de bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Para regulamentar essa mudança, uma lei complementar definirá quais itens estarão sujeitos à tributação. No entanto, a PEC já determina que o IS não poderá ser cobrado sobre exportações, energia elétrica e telecomunicações. Além disso, a proposta prevê que armas e munições serão tributadas, exceto quando destinadas à administração pública.

O que diz a PEC?

O Imposto Seletivo incidirá apenas uma vez sobre cada bem ou serviço e não integrará sua própria base de cálculo. Esse tributo poderá compartilhar fato gerador e base de cálculo com outros impostos, e suas alíquotas serão estabelecidas por lei ordinária. Dependendo do caso, essas alíquotas poderão ser específicas, baseadas em unidade de medida, ou ad valorem.

A PEC também criou um mecanismo para manter o nível atual de carga tributária nos primeiros anos da transição. O texto determina que estados, municípios e a União adotem alíquotas de referência para o IBS e a CBS, garantindo que a arrecadação permaneça estável. Se houver aumento da carga tributária em 2027 e 2028, o governo reduzirá a alíquota de referência em 2030. O Senado Federal será responsável por atualizar essas alíquotas ao longo do tempo.

Além disso, a PEC prevê que 3% da arrecadação do IBS será retida e redistribuída para compensar perdas de entes federativos que sofrerem quedas de receita. No entanto, essa regra não beneficiará estados e municípios cuja receita per capita seja mais de três vezes superior à média nacional da respectiva esfera da Federação.

Passo a passo da reforma tributária

Transição para os contribuintes

  • 2026: Os estados e municípios começam a cobrar o IBS com alíquota estadual de 0,1%. A União cobra a CBS com alíquota de 0,9%. Os recursos do IBS financiarão o Comitê Gestor e o Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais do ICMS.
  • 2027: O governo inicia a cobrança da CBS, do Imposto Seletivo e do diferencial para a Zona Franca de Manaus (ZFM) e áreas de livre comércio. PIS/Pasep e Cofins serão extintos. O IPI também poderá ser extinto, desde que sejam garantidos mecanismos para manter a competitividade da ZFM.
  • 2027-2028: O IBS terá alíquotas estaduais e municipais de 0,05%. A CBS será reduzida em 0,1% para manter a carga tributária.
  • 2029-2032: Estados e municípios reduzirão gradualmente as alíquotas do ICMS e do ISS, seguindo a proporção:
    • 2029: 9/10 da alíquota original
    • 2030: 8/10
    • 2031: 7/10
    • 2032: 6/10
  • Até 2032: O governo manterá os benefícios fiscais vinculados ao ICMS e ao ISS, mas reduzirá progressivamente seus valores. A União criará um fundo para compensar perdas dos estados e municípios.
  • 2027-2033: A arrecadação da CBS e do IS deve equivaler à perda de receita causada pela extinção de tributos anteriores.
  • 2029-2033: A arrecadação dos estados com o IBS deve compensar a redução do ICMS e de contribuições vinculadas a fundos estaduais. Exceções incluem receitas destinadas a investimentos em infraestrutura e habitação.
  • A partir de 2033: ICMS e ISS serão completamente extintos, finalizando a transição para os contribuintes.

O governo distribuirá a arrecadação retida com base na receita média de cada ente entre 2024 e 2028, ajustada anualmente conforme um fator de transição. Nos primeiros anos, esse fator será igual a 1. Depois, o governo calculará a proporção com base na arrecadação do imposto nos quatro anos anteriores.

A parte da arrecadação não retida será distribuída conforme critérios definidos por lei complementar. Durante a transição, estados e municípios não poderão fixar alíquotas do IBS abaixo do necessário para garantir a retenção estabelecida.

Uma lei complementar estabelecerá os critérios para a redução gradativa, entre 2078 e 2097, dos 5% reservados à distribuição aos entes que sofreram os maiores tombos em arrecadação, conforme a regra apontada na PEC e suas restrições.

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O Congresso Nacional derrubou o veto presidencial ao Projeto de Lei nº 1.949/2021, que exclui o pagamento de adicional de periculosidade a motoristas de veículos com tanque de combustível superior a 200 litros. Essa era uma decisão muito aguardada pelo setor rodoviário de cargas e de passageiros, tendo em vista o impacto negativo causado às empresas ao longo dos últimos anos.

A votação ocorreu em sessão convocada por deputados e senadores para a análise de uma série de propostas vetadas desde 2010. A apreciação começou às 10h desta quarta-feira (14), mas a análise ocorreu somente por volta de 14h30, fruto de muitas discussões e acordos firmados entre a base do governo e a oposição. Para o setor transportador, o tema mais relevante era o Veto nº 34/2023, referente ao PL nº 1.949/2021, já mencionado.

O texto deixa claro que o uso do combustível para consumo do veículo não é considerado carga, portanto não pode representar atividade ou operação perigosa. Em razão disso, não há a obrigatoriedade do pagamento de adicional, como estabeleceram erroneamente algumas decisões judiciais.

Mesmo com a aprovação quase unânime na Câmara e no Senado, a proposta acabou vetada integralmente pela Presidência da República. Com a derrubada do veto, o projeto passará a ser lei.

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O Congresso Nacional derrubou na tarde desta quinta-feira (14) o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia até 2027. A proposta havia sido aprovada pelo Parlamento em 25 de outubro, mas foi vetada integralmente menos de um mês depois, em 23 de novembro. Sendo assim, um total de 60 senadores (contra 13) e 378 deputados (versus 78) votaram pela reversão do ato.

Líder da oposição na Câmara, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) orientou a bancada a derrubar o veto, sob a alegação de que o Executivo tenta cobrir a área fiscal “em detrimento de empregos”. “São 17 setores que mais empregam no país, 9 milhões de empregados”, citou. “O PT está deixando claro que vota contra o trabalhador, pelo desemprego. Por isso, a oposição, de forma responsável, está endossando a derrubada do veto.”

Votação no congresso

A base do governo, mesmo admitindo uma “derrota contabilizada”, aconselhou a manutenção do veto. “O ministro Haddad [Fazenda], insistentemente, procurou a construção de um diálogo e mediação em relação a esse veto com todos os setores. Não foi possível”, afirmou o líder no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), que ressaltou que a medida traz um impacto de R$ 20 bilhões nas contas públicas. “O governo continua à disposição para dialogar”, disse.

Além disso, o ato do presidente contrariou 84% dos deputados (dos 513, 430 votaram a favor do texto) e a maioria dos senadores — no Senado, a proposta passou com facilidade, aprovada em votação simbólica, que acontece quando há consenso entre os parlamentares.

As entidades representantes dos 17 setores desonerados, dos trabalhadores e de organizações da sociedade civil fizeram coro pela derrubada do veto do presidente. As centrais sindicais estimavam que ao menos 1 milhão de vagas seriam perdidas se a desoneração deixasse de valer.

O que é desoneração da folha?

O objetivo da desoneração é aliviar parcialmente a carga tributária. Logo, pela medida, em vez de o empresário pagar 20% sobre a folha do funcionário, o tributo pode ser calculado com a aplicação de um percentual sobre a receita bruta da empresa, que varia de 1% a 4,5%, conforme o setor.

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Com base nos dados de novembro, o Valor Bruto da Produção (VBP) deste ano atingiu um marco histórico de R$ 1,159 trilhão na produção agropecuária brasileira. Isso representa um aumento de 2,5% em termos reais em comparação com o ano de 2022.

O crescimento do valor da produção nas lavouras foi notável, alcançando R$ 813,0 bilhões, um aumento de 3,8%. Enquanto isso, a estimativa para a pecuária é de R$ 346,9 bilhões, apresentando uma redução de -0,6% em relação a 2022.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgaram as safras deste ano, evidenciando os resultados positivos na produção, que totalizou 319,9 milhões de toneladas.

Diversos produtos bateram recordes de produção, incluindo soja, milho, cana-de-açúcar, café e batata inglesa. Com exceção do trigo em algumas regiões, os produtores já concluíram a colheita das demais lavouras, e esperam pouca alteração até o final de 2023.

Diversos produtos contribuíram positivamente para o VBP, como amendoim (18,7%), banana (15,5%), cacau (26,3%), cana-de-açúcar (17,6%), laranja (19,4%), mandioca (43,6%), soja (2,5%) e uva (19,6%). Além disso, um grupo mais seletivo, incluindo algodão, café, cana-de-açúcar, laranja, milho e soja, também obteve resultados significativos.

As exportações do agronegócio de janeiro a novembro de 2023, especialmente para a China, contribuíram positivamente para o PIB da agropecuária, totalizando U$ 139,58 bilhões.

Os dados do VBP regional continuam favoráveis para a maioria dos estados brasileiros, com Mato Grosso mantendo a liderança, seguido por São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.

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Produtores brasileiros devem colher 312,3 milhões de toneladas de grãos na safra 2023/24 – volume 2,4% inferior ao obtido na temporada passada. A queda na estimativa de produção, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), se deve à baixa ocorrência de chuvas e às altas temperaturas registradas no Centro-Oeste em meio ao excesso de precipitações no Sul.

“Essas condições climáticas adversas afetaram o desenvolvimento de importantes culturas, como soja e trigo”, destacou a entidade, por meio de nota, ao citar que o comportamento do clima este ano como fator mais determinante para as culturas que estão em plantio e em desenvolvimento em função do El Niño. 

Arroz

O 3º Levantamento da Safra de Grãos 2023/24, divulgado nesta quinta-feira (7), traz dados que mostram a previsão de alta de 7,5% na safra de arroz, podendo alcançar 10,79 milhões de toneladas. O aumento na produção ocorre devido à maior área destinada ao cultivo e à recuperação da produtividade.

“Ainda assim, as condições climáticas adversas têm afetado o desenvolvimento da cultura, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor. O excesso de chuvas tem provocado umidade excessiva no solo, impedindo a conclusão da semeadura e dificultando os tratos culturais.”

Feijão

As lavouras de feijão cultivadas nesta primeira safra pelo país apresentam cenários diversos. Em São Paulo, as plantações mantêm um bom aspecto fitossanitário até o momento. O uso de irrigação ajudou a amenizar os efeitos das altas temperaturas e da baixa precipitação. Em Minas Gerais, o calor e a irregularidade das chuvas impactam as operações de implantação e manejo das lavouras. Ainda assim, ao somar as três safras da leguminosa, a produção deve alcançar 3,1 milhões de toneladas.

Soja

De acordo com a Conab, o clima também tem impactado a soja. Além disso, o plantio da oleaginosa continua atrasado em todas as regiões produtoras, sendo que, em alguns estados, os trabalhos de implantação da cultura ficaram próximos aos da última safra, como no Paraná e em Mato Grosso.

“Com a irregularidade climática, há a sinalização de redução da produtividade nos estados do Centro-Oeste. Em Mato Grosso, as lavouras ainda apresentaram uma evolução satisfatória, mesmo com o pouco volume pluviométrico recebido. Em Goiás, Minas Gerais, Matopiba [sigla para Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e no Rio Grande do Sul, a área semeada se encontra bem abaixo do ocorrido na safra 2022/23.”

“Diante deste cenário, a estimativa de produção da soja nesta safra é 160,2 milhões de toneladas. O clima é um fator que pode influenciar neste resultado, principalmente quando ocorrem os estágios de floração e enchimento dos grãos. Os técnicos da companhia continuarão acompanhando o desenvolvimento das lavouras a fim de verificar os impactos das condições climáticas no desempenho final.”

Milho

O levantamento mostra que os extremos climáticos também atrasaram o plantio do milho. Neste primeiro ciclo de cultivo do grão é projetada uma produção de 25,3 milhões de toneladas – queda de 7,5% em relação à safra anterior, enquanto a colheita total de milho está estimada em 118,53 milhões de toneladas.

Trigo

Nas culturas de inverno, foi identificada queda na produtividade em quase todos os produtos quando comparada à última safra. Para o trigo, principal produto, as chuvas volumosas, ventanias, granizo, enchentes, muita nebulosidade e poucos dias com sol dificultam a conclusão da colheita no Rio Grande do Sul. O volume de produção está estimado em 8,1 milhões de toneladas.

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Quatro bancos juntos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram o investimento de R$ 50 bilhões para obras de infraestrutura entre os países da América do Sul. Além disso, um dos objetivos é reduzir o tempo do transporte de mercadorias entre as nações.

O anúncio ocorreu num evento no Rio de Janeiro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O programa Rotas para a Integração compreende cinco percursos, que abrangem 11 estados brasileiros e 13 países sul-americanos, incluindo o Brasil. Portanto, a iniciativa também oferece auxílio na execução de projetos, garantindo que os empreendimentos sejam multimodais.

No Brasil, o governo incluirá as obras no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Dessa forma, o Ministério do Planejamento e Orçamento calculou um total de 124 construções.

O BNDES, o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco de Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata) financiarão os valores necessários para as obras.

Segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento, os 11 estados brasileiros contemplados respondem por 36% das exportações do país. Além disso, os países da América do Sul compram menos de 20% das vendas externas do Brasil.

Rotas da iniciativa

  • Rota do Escudo Guianense: Amapá (integralmente), Roraima (integralmente), Amazonas (partes) e Pará (partes), com Guiana, Guiana Francesa, Suriname e Venezuela;
    • Rota Multimodal Manta-Manaus: Amazonas (integralmente), Roraima (partes), Pará (partes) e Amapá (partes). Interligação por via fluvial a Colômbia, Peru e Equador;
    • Rota do Quadrante Rondon: Acre (integralmente), Rondônia (integralmente) e Mato Grosso (partes), com Bolívia e Peru;
    • Rota de Capricórnio: Mato Grosso do Sul (integralmente), Paraná (integralmente) e Santa Catarina (integralmente), ligados, por múltiplas vias, a Paraguai, Argentina e Chile;
    • Rota Porto Alegre-Coquimbo: Rio Grande do Sul (integralmente), com Argentina, Uruguai e Chile.

Quanto cada banco vai investir?

Fonplata: R$ 3 bilhões
BNDES: R$ 15 bilhões
CAF: R$ 15 bilhões
BID: R$ 17 bilhões

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