A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT divulgou o calendário para a atualização obrigatória do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), previsto na Resolução ANTT nº 5.982/2022, para atualização dos dados cadastrais dos transportadores de cargas. Os transportadores que não fizerem a revalidação ordinária até a data prevista terão seus registros suspensos e não estarão aptos a realizar o transporte remunerado de cargas

Os transportadores das categorias Transportador Autônomo de Cargas (TAC), Empresa de Transporte de Cargas (ETC) e Cooperativa de Transporte de Cargas (CTC), que estejam com o registro na situação “ativo”, “pendente” ou “suspenso” deverão observar os procedimentos da Revalidação Ordinária.

Para saber se o transportador deve realizar a Revalidação Ordinária no sistema RNTRC, basta fazer a consulta do transportador no site Consulta Pública (https://consultapublica.antt.gov.br/Site/ConsultaRNTRC.aspx) e verificar a mensagem abaixo.

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Com safra recorde, o transporte de cargas subiu 1,4% em julho, ante junho, e puxou a alta do setor de serviços no mês, de 0,5%. Os números refletem a avaliação de Rodrigo Lobo, gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este foi o terceiro mês seguido do transporte de cargas, que acumulou alta de 5,8% no período e atingiu novo recorde de sua série histórica. Sendo assim, a atividade se encontra em patamar 44,1% superior ao fevereiro de 2020, marco do pré-pandemia.

Dentro do transporte de cargas, o destaque é o rodoviário. Além disso, o segmento de transportes, do qual o transporte de cargas faz parte, voltou ao campo positivo em julho, com crescimento de 0,6%, após recuo de 0,4% em junho.

“O setor de serviços cresceu 0,5% em julho, o terceiro mês seguido, com ganho acumulado de 2,2%. Esses três meses têm sido em grande medida capitaneados pelo transporte rodoviário de carga. Não por acaso o transporte de carga renova o ponto mais alto de sua série”, disse.

Como a safra recorde impactou o TRC?

No pós-pandemia, explicou Lobo, o boom do comércio eletrônico impulsionou o avanço do transporte rodoviário de cargas, com as lojas físicas migrando para as plataformas digitais. Portanto, as entregas de mercadorias, que antes iam para as lojas, passaram a ser levadas diretamente para as casas das pessoas — um movimento que ele chamou de “pulverização das entregas”.

No momento, no entanto, apontou Lobo, a agricultura tem mais influência nesse desempenho do transporte de cargas.

“Hoje esse fator perde para a questão agrícola, uma vez que o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) vem prevendo uma série de recordes de safra para o milho e a soja. Mês a mês se revisa as previsões de recordes de safra. Isso aumenta muito a demanda do transporte de cargas, tanto pelo fluxo de insumos, como os fertilizantes, quanto pelo próprio escoamento da produção agrícola “, disse.

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O presidente da República assinou, nesta quinta-feira (14), o Projeto de Lei do programa Combustível do Futuro. A cerimônia ocorreu durante o evento “Transição Energética: Combustível do Futuro”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da solenidade. Também estiveram presentes o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Representantes da CNT marcaram presença, como o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, e o chefe de Gabinete, Matheus Jasper. Ademais, as gerentes Érica Marcos e Danielle Bernardes também participaram. A realização do evento aconteceu no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

Sendo assim, com o Combustível do Futuro, o Ministério de Minas e Energia quer estimular o uso de combustíveis sustentáveis e de baixa intensidade de carbono para expandir a mobilidade sustentável no Brasil. 

A proposta prevê que o Comitê Técnico Combustível do Futuro (CT-CF), criado pela Resolução CNPE nº 7/2021, coordene diversas iniciativas. Logo, entre elas estão o RenovaBio, o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, o Proconve, a Rota 2030, o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular e o Conpet.

Além disso, o projeto também define diretrizes para o uso do diesel verde. Segundo o PL, esse combustível deverá ter participação mínima obrigatória na matriz nacional. Portanto, a produção ocorrerá apenas com matérias-primas de biomassa renovável.

Outras medidas propostas pelo Combustível do Futuro:

  • Promover a diminuição da intensidade média de carbono da matriz de combustíveis e de emissões do transporte e o incremento da eficiência energética;
  • Criar metodologia de cálculo do ciclo de vida completo (do poço à roda) para estimativa das emissões, abarcando aquelas associadas à fabricação dos veículos;
  • Implementar ações para educar o consumidor a fazer uma escolha consciente do veículo a ser adquirido;
  • Estudos para a ampliação do uso de combustíveis sustentáveis.

Além da integração das políticas de eficiência energética dos veículos, a proposta foi dividida em cinco eixos:

  • Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação;
  • Programa Nacional do Diesel Verde;
  • Regulamentação de combustíveis sintéticos;
  • Captura e estocagem geológica de dióxido de carbono (CO2);
  • Novos limites de mistura de etanol anidro à gasolina.

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O projeto do Orçamento de 2024 prevê uma ação específica para futuros aportes da União em concessões de rodovias e ferrovias. O Ministério do Planejamento separou R$ 1,84 bilhão para a iniciativa, uma saída costurada pelo governo para viabilizar parcerias público-privadas (PPPs) federais na área de infraestrutura federal.

O número foi bem recebido entre integrantes do Ministério dos Transportes. Sendo assim, o formato remete a uma espécie de PPP “informal”. Isso garante o objetivo de combinar recursos de origens pública e privada num mesmo projeto.

Para as ações destinadas a concessões rodoviárias, o valor reservado para aportes federais foi de R$ 1,29 bilhão. Para as ferrovias, de R$ 645 milhões. Além da previsão de recursos no Orçamento, integrantes do governo também avaliam a edição de um decreto para dar mais segurança ao formato.

Ademais, a minuta já foi alvo de discussões preliminares entre integrantes dos Transportes, da secretaria do Tesouro Nacional e da Casa Civil. A ideia geral é que o decreto assegure que os compromissos financeiros assumidos pelo poder público em contratos de concessão estejam previstos na lei orçamentária.

Interesse nas PPPs de infraestrutura

Já a ação específica no Orçamento para esse pagamento funcionará como uma garantia de que o parceiro privado irá receber o aporte público devido. A avaliação de integrantes do Executivo que estudaram a ferramenta nos últimos meses é de que o novo arcabouço fiscal dá segurança à iniciativa privada de que os valores estarão disponíveis, uma vez que o texto garante um piso de investimentos. No próximo ano, ele será de R$ 68,5 bilhões.

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A CNT (Confederação Nacional do Transporte) luta por uma reforma tributária justa, que não penalize o setor transportador. O segmento estratégico é responsável por movimentar o Brasil, tanto no transporte de cargas quanto no de passageiros, além de escoar a produção nacional para o mundo.

Um eventual aumento de impostos poderia onerar as empresas do setor e causar um efeito cascata econômico. Como o transporte é uma atividade meio, produtos e serviços podem sofrer reajuste de preços com eventuais repasses financeiros. É importante lembrar que o transporte faz uma interface também com o consumidor final desses produtos transportados e dos serviços de transporte de pessoas.

Para uma proposição mais justa, será necessário fazer alguns ajustes no texto em tramitação no Congresso Nacional. Além disso, o objetivo é aprimorar a proposta para assegurar uma reforma ampla, que traga justiça, neutralidade e simplicidade ao sistema tributário nacional, sem aumento da atual carga tributária global e setorial.

Quais os ajustes que a CNT acha importante?

Mesmo com avanços na Câmara dos Deputados, a CNT ainda pleiteia aprimoramentos na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 45/2019, conhecida como reforma tributária, em tramitação no Senado Federal.

Estes são os seis pontos defendidos pela CNT:

1 – Alíquota diferenciada para o transporte de cargas

O transporte de cargas, atualmente, possui custos operacionais elevados. No modelo proposto pela PEC nº 45/2019, apenas o transporte de passageiros foi contemplado. Se houver aumento dos impostos, o custo do frete vai subir e impactar os índices de inflação. Além disso, a elevada carga tributária trava o crescimento e impacta negativamente na geração de empregos.

2 – Garantia de isenção tributária para o transporte internacional de cargas e passageiros no texto constitucional

Vários países que utilizam o IVA (Imposto sobre Valor Agregado) já adotam tarifas zeradas, como forma de promover a competitividade no comércio exterior. O vizinho Chile, por exemplo, isenta totalmente a exportação de produtos, o que pode deixar o Brasil em desvantagem até mesmo no Mercosul. É preciso corrigir essa distorção para que as empresas brasileiras consigam competir com as concorrentes internacionais. A alteração não é uma nova isenção, já que hoje a Receita Federal entende o transporte como exportador de serviço, a CNT busca apenas garantir o atual status quo do setor.

3 – Inclusão do setor aéreo no artigo que determina redução de alíquota para o transporte de passageiros

A CNT deseja a isonomia para o transporte de passageiros, independentemente do modal. O setor aéreo brasileiro, que apresenta um custo elevadíssimo no atual modelo tributário, foi o único que ficou de fora da proposição aprovada na Câmara. Sem uma alíquota diferenciada, é inviável para o setor buscar a almejada equiparação no custo das passagens aéreas aos patamares de 2019, período antes da pandemia. Hoje, países que utilizam o IVA já trazem alíquotas menores para o setor transportador como um todo. Por isso, o Brasil seguirá os melhores modelos já implementados.

4 – Isenção de IPVA para veículos de cargas e coletivo de passageiros em todos os modais que prestam serviços a terceiros

Um dos insumos que pesam no bolso do empresário do transporte é o pagamento do IPVA. As empresas com grandes frotas, além de prestarem um serviço essencial para os brasileiros, precisam desembolsar milhões com o imposto, valor que poderia ser revertido para investimento ou expansão dos negócios. Hoje, os setores aéreo, aquaviário e ferroviário já não pagam esse imposto. É importante garantir essa continuidade e incluir o transporte rodoviário de cargas e passageiros na mesma isenção, além de garantir constitucionalmente que os demais modais continuem isentos. Atualmente, o texto prevê essa isenção apenas para o setor aéreo e aquaviário. 

5 – Garantia, no texto constitucional, de creditamento integral

A legislação atual proíbe o creditamento de diversos tipos de insumos. Caso a reforma tributária autorize o creditamento integral, no mecanismo de débito e crédito previsto pelo modelo IVA, o setor transportador poderá creditar os ativos de mobilização em outras atividades que hoje representam um custo elevado para as empresas e oneram a prestação do serviço.

6 – Redução do prazo de transição de 10 anos

O legislador coloca prazos de transição mais alongados para garantir que todos os envolvidos tenham tempo para se adaptar. O problema é que isso gera insegurança jurídica para o contribuinte e afasta os investidores. Uma transição mais longa também pode gerar custos para as empresas, que vão refletir no custo dos produtos e serviços.

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Agosto de 2023 marca a volta de números positivos na produção de caminhões no Brasil. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), foram fabricados 9.623 caminhões novos no país no mês passado.

O número é 42,6% maior do que o registrado em julho, quando haviam saído das linhas de montagem 6.749 caminhões.

Apesar da alta mensal, a produção de caminhões ainda permanece bem abaixo do nível de agosto de 2022. Naquele mês, as montadoras produziram 17.223 unidades — um volume 44,1% maior do que o registrado em agosto de 2023.

Entre janeiro e agosto, as montadoras produziram 63.545 caminhões. Esse número é bem inferior ao do mesmo período de 2022, quando elas fabricaram 101.719 unidades. A queda em 2023 é de 37,5%.

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