O Transporte Rodoviário de Cargas, historicamente marcado pela predominância masculina, começa a apresentar sinais mais consistentes de transformação. Dados recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) mostram que, em 2025, pela primeira vez, o saldo de empregos formais ocupados por mulheres no setor superou o dos homens.
Segundo o levantamento, foram registradas 24.639 vagas preenchidas por mulheres, enquanto 22.088 foram ocupadas por homens. O resultado indica um avanço relevante na participação feminina dentro da cadeia logística e aponta para uma mudança gradual no perfil do setor.
Esse movimento tem sido impulsionado por diferentes fatores, como iniciativas institucionais, programas corporativos voltados à diversidade e o reconhecimento crescente da contribuição das mulheres para a gestão e operação das empresas de transporte.
Participação feminina ainda enfrenta desafios estruturais
Apesar do avanço observado nos dados mais recentes, a presença feminina no TRC ainda enfrenta desafios importantes.
De acordo com o Índice de Equidade no TRC 2024, elaborado pelo Instituto Paulista do Transporte de Carga (IPTC), as mulheres representam atualmente 26% da força de trabalho no setor, enquanto os homens correspondem a 74%.
A desigualdade se torna ainda mais evidente em algumas funções operacionais e de liderança. Apenas 3% das mulheres atuam como motoristas, e outros 3% ocupam cargos de liderança, o que demonstra que a ampliação da representatividade feminina ainda depende de avanços estruturais e de políticas de incentivo dentro das empresas.
Mesmo diante desses desafios, diversos indicadores mostram que o setor já começa a se movimentar para ampliar a presença feminina.
O estudo aponta que 81% das empresas possuem estratégias voltadas à contratação de mulheres, enquanto 63% já divulgam planos de ação específicos para aumentar a presença feminina em cargos de liderança.
Outro dado relevante é que 90% das empresas afirmam que o gênero não influencia nos processos de contratação, e 87% relataram ter contratado mulheres para posições de liderança no último ano.
Esses números indicam uma mudança gradual na cultura organizacional do TRC, que passa a reconhecer a diversidade como um fator importante para o desenvolvimento do setor.
Além da ampliação da representatividade, empresas do setor também associam a presença feminina a impactos positivos na gestão e na operação.
Entre os benefícios apontados estão a redução de acidentes, melhoria do ambiente corporativo e aumento da produtividade. Esses fatores reforçam a importância da diversidade na construção de organizações mais eficientes, sustentáveis e preparadas para os desafios do mercado.
Um movimento que aponta para o futuro do setor
Além de uma celebração simbólica no contexto do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, os dados indicam que o setor passa por uma transformação gradual.
A continuidade desse processo depende da manutenção de políticas de inclusão, da ampliação de oportunidades e do fortalecimento de iniciativas que incentivem a participação feminina em todos os níveis da atividade logística.
O compromisso da Rumo Brasil com um setor mais diverso
Inserida nesse contexto de transformação, a Rumo Brasil acompanha e incentiva iniciativas voltadas à valorização da diversidade e à ampliação da participação feminina no setor de transporte.
A presença crescente de mulheres em áreas estratégicas, administrativas e técnicas também reflete um movimento importante dentro da própria empresa, contribuindo para equipes mais diversas e para uma gestão cada vez mais moderna e colaborativa.
Ao estimular ambientes mais inclusivos e reconhecer o potencial das profissionais, a Rumo Brasil reforça seu compromisso com o desenvolvimento de um setor mais inovador, sustentável e alinhado às melhores práticas de governança e responsabilidade social.
