STJ

STJ afasta uso de prejuízo fiscal de empresas para quitar débitos de IRPF de sócios 

A 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que prejuízos fiscais e bases negativas de CSLL pertencentes a pessoas jurídicas não podem ser utilizados para quitar débitos de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de sócios ou controladores. O entendimento foi firmado no julgamento do Recurso Especial nº 2.036.710 e reforça a separação patrimonial entre empresas e seus sócios. 

A discussão envolvia a interpretação da Lei nº 13.496/2017, que criou o Programa Especial de Regularização Tributária (Pert). O contribuinte defendia que a legislação permitia utilizar créditos decorrentes de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL de uma empresa controlada para liquidar débitos tributários de pessoa física. 

No entanto, a maioria dos ministros entendeu que a finalidade da norma está restrita ao ambiente empresarial e não alcança obrigações tributárias pessoais dos sócios. 

Embora o relator do caso, ministro Marco Aurélio Bellizze, tenha apresentado voto favorável à tese do contribuinte, prevaleceu a divergência aberta pelo ministro Francisco Falcão. Segundo o entendimento vencedor, o prejuízo fiscal e a base negativa de CSLL são direitos vinculados à pessoa jurídica e não podem ser transferidos para pessoas físicas sem previsão legal expressa. 

Para o colegiado, permitir essa utilização representaria uma confusão indevida entre o patrimônio da empresa e o patrimônio dos sócios, contrariando um dos princípios fundamentais da estrutura societária. 

A decisão também levou em consideração o histórico legislativo do Pert. Durante o julgamento, foi destacado que propostas para ampliar esse benefício às pessoas físicas chegaram a ser discutidas no Congresso Nacional, mas não foram incorporadas ao texto final da lei. Esse fato reforçou o entendimento de que a intenção do legislador era limitar o aproveitamento desses créditos ao contexto empresarial. 

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) comemorou o resultado, argumentando que a utilização de créditos fiscais da pessoa jurídica para quitar débitos da pessoa física não possui respaldo na legislação vigente. O posicionamento da 2ª Turma segue a mesma linha já adotada pela 1ª Turma do STJ, reduzindo significativamente a possibilidade de novas discussões sobre o tema na Corte. 

Impactos para os contribuintes 

Na avaliação de especialistas da Rumo Brasil, a decisão traz maior segurança jurídica para a interpretação das regras do Pert e reforça a necessidade de manter a separação entre o patrimônio empresarial e o patrimônio dos sócios. 

Empresas e contribuintes que possuam discussões semelhantes devem revisar suas estratégias de regularização tributária, considerando que o STJ consolidou entendimento desfavorável ao aproveitamento desses créditos para a quitação de débitos pessoais. 

Diante desse cenário, torna-se ainda mais importante avaliar alternativas previstas na legislação tributária e nos programas de transação fiscal disponíveis para regularização de passivos junto à União. 

A Rumo Brasil acompanha de perto as principais decisões tributárias que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), traduzindo temas complexos em informações estratégicas para apoiar a tomada de decisão das transportadoras. Nossa equipe especializada atua de forma consultiva para identificar oportunidades, mitigar riscos e garantir maior segurança tributária às empresas do setor. 

Reforma Tributária

IBS e CBS passam a ser obrigatórios em documentos fiscais eletrônicos a partir de agosto de 2026

A transição para a Reforma Tributária ganha mais um capítulo importante. A partir de 03 de agosto de 2026, empresas enquadradas no regime regular deverão preencher obrigatoriamente os campos referentes ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) em todos os documentos fiscais eletrônicos emitidos.

A exigência inclui a chamada alíquota teste de 1%, composta por 0,1% de IBS e 0,9% de CBS, conforme previsto para o período de transição da Reforma Tributária.

A mudança marca o fim da flexibilização concedida pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025, que permitia a emissão de documentos fiscais sem o preenchimento dessas informações, sem aplicação de penalidades ou rejeições pelos sistemas autorizadores.

Para conferir mais detalhes sobre a obrigatoriedade do preenchimento de IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos e entender os impactos dessa mudança durante a transição da Reforma Tributária, acesse a análise completa publicada no portal TRC na Reforma.

Liminares suspendem penalidades do piso mínimo do frete e ampliam debate sobre a MP 1.343/2026

A discussão em torno da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas ganhou um novo capítulo nas últimas semanas. Diversas empresas e entidades empresariais obtiveram decisões liminares que suspendem ou adiam a aplicação das penalidades previstas pela Medida Provisória nº 1.343/2026, que endureceu as sanções para casos de descumprimento das tabelas de frete mínimo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

De acordo com levantamento divulgado por um escritório de advocacia especializado no tema, ao menos sete liminares já foram concedidas. O movimento reflete a preocupação de diferentes setores da economia com os impactos operacionais das novas regras.

Segundo estimativas da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Carga (Anut), cerca de 390 mil autuações poderão ser registradas ainda em 2026, gerando um impacto financeiro potencial de R$ 4,1 bilhões.

O que mudou com a MP 1.343/2026?

A Medida Provisória ampliou significativamente o rigor das penalidades relacionadas ao frete mínimo. Além das multas já previstas, o texto passou a permitir a suspensão do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) em casos de reincidência e o bloqueio automático da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT).

Trata-se de medidas que podem impactar diretamente a realização das operações de transporte, uma vez que ambos os registros são essenciais para a atividade.

Entre as decisões mais relevantes está a liminar concedida à Anut. Ao analisar o caso, a Justiça Federal do Distrito Federal entendeu que a suspensão do RNTRC ou o bloqueio do CIOT poderia comprometer o escoamento da produção, gerar rupturas contratuais e afetar a continuidade das atividades empresariais.

Além da Anut, entidades e empresas ligadas aos setores de combustíveis, óleos vegetais, bebidas, distribuição de GLP e operadores logísticos também obtiveram decisões favoráveis. Em alguns casos, os magistrados apontaram possíveis violações ao direito de defesa, riscos de paralisação logística e indícios de desproporcionalidade nas penalidades estabelecidas pela nova regulamentação.

Debate segue no Congresso e no STF

O avanço da judicialização ocorre ao mesmo tempo em que a própria validade da Medida Provisória segue em discussão. Caso a MP nº 1.343/2026 não seja convertida em lei pelo Congresso Nacional até 16 de julho de 2026, suas disposições perderão eficácia.

O tema também continua sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF), onde aguardam julgamento ações que questionam a constitucionalidade da política de frete mínimo instituída pela Lei nº 13.703/2018.

Impactos para transportadoras e contratantes

O cenário reforça a importância de acompanhar de perto as mudanças regulatórias que afetam o transporte rodoviário de cargas. Transportadoras, contratantes de frete e operadores logísticos devem revisar seus processos de contratação e compliance regulatório, especialmente diante da possibilidade de aplicação de penalidades que podem comprometer a continuidade das operações.

Enquanto as discussões seguem no Judiciário, no Congresso Nacional e nos órgãos reguladores, a recomendação é manter atenção às atualizações da ANTT e aos desdobramentos da MP 1.343/2026, que podem trazer mudanças relevantes para o ambiente regulatório do setor nos próximos meses.

A Rumo Brasil acompanha os impactos regulatórios no TRC

A Rumo Brasil é a única consultoria especializada exclusivamente no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Nossa equipe acompanha de perto as mudanças regulatórias, tributárias e operacionais que impactam o setor, apoiando transportadoras na tomada de decisões mais seguras e estratégicas diante dos desafios do mercado.

Receita Federal

Receita Federal convoca mais de 29 mil empresas para regularização de IRPJ e CSLL 

A Receita Federal iniciou, em junho de 2026, uma nova etapa de fiscalização voltada às pessoas jurídicas. A ação, denominada “Insuficiência de Declaração e Recolhimento de IRPJ/CSLL”, alcança 29.061 empresas em todo o país e envolve divergências tributárias que somam mais de R$ 4,91 bilhões. 

A iniciativa faz parte da estratégia de conformidade tributária conduzida pela Malha Fiscal Digital (MFD), sistema que utiliza o cruzamento eletrônico de informações declaradas pelas empresas e por terceiros para identificar inconsistências e incentivar a regularização espontânea antes da aplicação de penalidades. 

O que a Receita Federal identificou? 

Nesta operação, a Receita verificou empresas que apuraram valores devidos de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) na Escrituração Contábil Fiscal (ECF), mas que não declararam esses débitos nas respectivas DCTF/DCOMP ou não realizaram o recolhimento integral dos tributos. 

As empresas selecionadas estão sendo notificadas por meio da caixa postal do e-CAC, por correspondência física e, no caso dos maiores contribuintes acompanhados pelo Fisco, por mensagens enviadas via e-MAC. 

A Receita Federal concedeu prazo até 31 de julho de 2026 para que os contribuintes realizem a autorregularização. 

Após essa data, será realizada uma nova rodada de verificações. Caso as divergências permaneçam, a Receita poderá formalizar a cobrança dos valores por meio de autos de infração, com aplicação de multa de ofício e juros de mora. 

Os números da edição realizada em 2025 mostram a efetividade da estratégia adotada pela Receita Federal. Na ocasião, foram enviados 28.443 avisos de autorregularização, envolvendo aproximadamente R$ 4,65 bilhões em divergências tributárias. 

Após o encerramento do prazo, 15.999 contribuintes que não regularizaram sua situação foram autuados, resultando na constituição de cerca de R$ 3,1 bilhões em créditos tributários. 

Entre os estados mais impactados nesta edição estão São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Bahia e Paraná, que concentram o maior volume de empresas alcançadas pela fiscalização. 

Atenção redobrada às obrigações fiscais 

A nova ação reforça o avanço das ferramentas de inteligência fiscal utilizadas pela Administração Tributária. Com o aumento do cruzamento eletrônico de dados, torna-se cada vez mais importante que as empresas mantenham suas escriturações, declarações e recolhimentos fiscais em conformidade. 

A revisão periódica das informações relacionadas ao IRPJ e à CSLL pode ajudar a identificar inconsistências antes que elas resultem em autuações, multas e outros impactos financeiros. 

Como a Rumo Brasil pode ajudar 

A crescente utilização de tecnologias de cruzamento de dados pela Receita Federal reforça a importância de uma gestão tributária preventiva e alinhada às exigências legais. 

A Rumo Brasil acompanha de perto as mudanças no cenário fiscal e tributário brasileiro, produzindo conteúdos que ajudam empresas a compreender riscos, oportunidades e obrigações. Saiba mais sobre nossas soluções e acompanhe outras novidades em nosso site.

Documentos

IFRS 18: nova norma exigirá mudanças nas demonstrações financeiras a partir de 2027

A partir de 1º de janeiro de 2027, empresas que adotam as normas internacionais de contabilidade precisarão se adequar à IFRS 18, nova norma emitida pelo International Accounting Standards Board (IASB) que substituirá a IAS 1 e estabelecerá novos critérios para a apresentação e divulgação das demonstrações financeiras. 

No Brasil, as diretrizes da IFRS 18 serão incorporadas por meio do CPC 51, impactando organizações de diferentes portes e segmentos que seguem os padrões internacionais de contabilidade. 

A mudança é considerada uma das mais relevantes dos últimos anos para a área contábil, pois busca aumentar a transparência, a comparabilidade e a qualidade das informações financeiras divulgadas ao mercado. 

O que é a IFRS 18? 

A IFRS 18 é uma norma criada para padronizar a forma como as empresas apresentam seus resultados financeiros. Na prática, ela reduz a subjetividade existente atualmente na classificação de receitas, despesas e indicadores de desempenho, tornando as demonstrações mais consistentes e comparáveis entre diferentes organizações. 

O objetivo é facilitar a análise por investidores, instituições financeiras, órgãos reguladores e demais usuários das demonstrações financeiras. 

Quais são as principais mudanças? 

Uma das alterações mais importantes está relacionada à Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), que passará a seguir uma estrutura mais padronizada. 

A nova norma determina que os resultados sejam classificados em cinco categorias obrigatórias: 

  • Operacional; 
  • Investimento; 
  • Financiamento; 
  • Tributos sobre o lucro; 
  • Operações descontinuadas. 

Além disso, a DRE deverá apresentar dois subtotais padronizados: 

  • Lucro operacional; 
  • Lucro antes do resultado financeiro e dos tributos. 

Essa padronização permitirá análises mais consistentes e comparações mais precisas entre empresas de diferentes setores. 

Novas regras para indicadores gerenciais 

Outro ponto relevante da IFRS 18 envolve as chamadas Medidas de Desempenho Definidas pela Administração (Management Performance Measures – MPMs). 

Indicadores amplamente utilizados pelo mercado, como EBITDA ajustado e outras métricas gerenciais, continuarão podendo ser divulgados. No entanto, a norma exige maior transparência sobre sua utilização. 

As empresas deverão apresentar esses indicadores em nota explicativa específica, contendo informações como: 

  • Critérios de cálculo; 
  • Justificativa para utilização da métrica; 
  • Reconciliação com os valores apurados conforme as normas contábeis. 

A medida busca proporcionar maior clareza aos usuários das demonstrações financeiras e evitar interpretações equivocadas dos resultados apresentados. 

Mudanças na Demonstração dos Fluxos de Caixa 

A IFRS 18 também traz alterações importantes para a Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC). 

No método indireto, o ponto de partida para a elaboração da demonstração passará a ser o lucro operacional. Além disso, a norma estabelece critérios mais específicos para a classificação de juros e dividendos recebidos ou pagos. 

Essas mudanças contribuem para uma maior uniformidade na apresentação dos fluxos financeiros entre as organizações. 

Como as empresas devem se preparar? 

Apesar de a obrigatoriedade da IFRS 18 estar prevista apenas para 2027, o processo de adaptação deve começar com antecedência. Isso porque as demonstrações financeiras precisarão apresentar informações comparativas de 2026 já reclassificadas conforme a nova estrutura estabelecida pela norma. 

As organizações deverão revisar seus planos de contas, adequar sistemas de informação, atualizar políticas contábeis e promover a capacitação das equipes envolvidas. Também será importante avaliar possíveis impactos em indicadores financeiros, covenants e processos internos de divulgação de resultados. 

Diante desse cenário, a recomendação é que as empresas iniciem seus diagnósticos e planos de adequação ainda em 2026, garantindo uma transição estruturada e alinhada às novas exigências regulatórias. 

Conte com a Rumo Brasil para acompanhar as mudanças regulatórias 

As constantes alterações nas normas contábeis, tributárias e regulatórias exigem que as empresas mantenham uma gestão cada vez mais estratégica e atualizada. 

A Rumo Brasil acompanha de perto as principais mudanças que impactam o ambiente empresarial, produzindo conteúdos especializados para auxiliar gestores na tomada de decisão e na adaptação às novas exigências legais. 

Continue acompanhando nosso blog para ficar por dentro das novidades que impactam a gestão financeira, tributária, contábil e empresarial.

CIOT

ANUT pede flexibilização da fiscalização do CIOT após dificuldades na adaptação às novas regras 

A entrada em vigor das novas regras para emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) tem gerado desafios operacionais para empresas de transporte, embarcadores e demais agentes da cadeia logística. Diante desse cenário, a Associação Nacional dos Usuários de Transporte de Carga (ANUT) solicitou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) a adoção de um período de transição com flexibilização temporária da fiscalização e das penalidades relacionadas ao cumprimento das novas exigências. 

O pedido foi apresentado poucos dias após o início da obrigatoriedade do novo modelo de emissão do CIOT, que passou a valer em 24 de maio de 2026. Segundo a entidade, muitas empresas ainda enfrentam dificuldades técnicas e operacionais para adequar seus sistemas e processos internos às novas regras. 

O que a ANUT está pedindo à ANTT? 

A principal solicitação da ANUT é a concessão de um período adicional de adaptação, variando entre 60 e 90 dias, para que as empresas possam concluir os ajustes necessários sem o risco imediato de autuações. 

Além da prorrogação do prazo, a entidade também propôs outras medidas para facilitar a transição, como a criação de canais técnicos emergenciais para solucionar instabilidades, a emissão de orientações formais para situações de indisponibilidade dos sistemas e a simplificação temporária de algumas informações cadastrais exigidas para a geração do código. 

O objetivo é reduzir os impactos operacionais enquanto o mercado se adapta integralmente ao novo modelo. 

O que mudou com as novas regras do CIOT? 

As novas obrigações foram instituídas pela Medida Provisória nº 1.343/2026, que alterou a Lei nº 13.703/2018 e tornou obrigatório o cadastramento das operações de transporte com geração do CIOT. 

A regulamentação foi complementada pela Resolução ANTT nº 6.078/2026 e pela Portaria SUROC nº 6/2026, que definiram os procedimentos para emissão, retificação, cancelamento e encerramento do código. 

Segundo a ANTT, as mudanças buscam aumentar a rastreabilidade das operações de transporte, fortalecer a fiscalização e aprimorar a verificação do cumprimento do piso mínimo de frete. 

Números mostram alta adesão, mas dificuldades permanecem 

De acordo com balanço divulgado pela ANTT, mais de 534 mil emissões de CIOT foram registradas entre os dias 24 e 29 de maio de 2026, envolvendo milhares de transportadores e instituições habilitadas. 

Apesar do volume expressivo, a ANUT estima que aproximadamente 20% das operações de transporte ainda estejam sendo realizadas sem a emissão do código. Segundo a entidade, isso ocorre principalmente em razão de dificuldades relacionadas à integração de sistemas, validações automáticas e interpretações das novas exigências operacionais. 

A associação destaca que os problemas observados não decorrem de descumprimento intencional da legislação, mas da necessidade de um período maior para adaptação dos processos empresariais. 

Prazo reduzido de implementação preocupa o setor 

Outro ponto levantado pela ANUT diz respeito ao curto período disponibilizado para adaptação das empresas. 

Conforme relatos recebidos pela entidade, os manuais operacionais utilizados pelas Instituições de Pagamento Eletrônico de Frete (IPEFs) foram disponibilizados apenas em meados de maio, restando poucas semanas para desenvolvimento de ajustes sistêmicos, realização de testes e validações antes do início da obrigatoriedade. 

Para muitas empresas, esse intervalo foi insuficiente para garantir uma transição sem impactos operacionais. 

Principais dificuldades relatadas pelas empresas 

Entre os desafios mais frequentemente apontados pelo setor estão divergências na interpretação das distâncias utilizadas para cálculo do piso mínimo de frete e dificuldades em operações específicas que exigem tratamentos diferenciados. 

Também foram relatados problemas relacionados ao fornecimento de combustível pelo contratante, utilização de cavalo mecânico terceirizado com carreta própria, transporte de contêineres e rejeições automáticas de informações consideradas inconsistentes pelos sistemas. 

Essas situações têm provocado atrasos operacionais e aumento do volume de atividades manuais que anteriormente eram executadas de forma automatizada. 

Empresas devem manter atenção às obrigações vigentes 

Até o momento, a ANTT não sinalizou uma nova prorrogação dos prazos ou alterações no cronograma de implementação. 

Por isso, empresas que contratam ou realizam transporte rodoviário de cargas devem manter atenção às exigências atualmente em vigor. A emissão correta do CIOT continua sendo obrigatória e sua ausência pode resultar em autuações e penalidades previstas na regulamentação. 

Nesse contexto, acompanhar os desdobramentos regulatórios e acelerar a adequação dos sistemas e procedimentos internos torna-se fundamental para garantir conformidade e reduzir riscos operacionais. 

Categorias.

Menu Principal

Soluções

Unimos nosso know-how em estratégias corporativas de gestão à expertise no segmento, e desenvolvemos, soluções inovadoras de alto impacto e resultado para nossos clientes.