jan 28

Seguro deixou de ser custo e virou fonte de receita para transportadoras 

Durante muitos anos, o seguro no TRC foi visto apenas como um mal necessário. Uma exigência contratual ou legal que impactava diretamente as margens da operação, sem gerar retorno prático para o transportador. Esse cenário, no entanto, vem mudando de forma acelerada. 

Com o avanço da tecnologia, da digitalização e da profissionalização do setor, o seguro passou a ocupar um papel estratégico dentro da logística. Hoje, ele não apenas protege a operação, como também contribui para a eficiência, amplia o acesso a contratos e pode, inclusive, gerar receita para as transportadoras. 

O seguro como porta de entrada para novos contratos 

De acordo com a 88i, empresa especializada em soluções para o ecossistema de mobilidade, logística e e-commerce, o seguro deixou de ser apenas um requisito burocrático exigido por embarcadores. Ele passou a funcionar como um verdadeiro critério de seleção comercial. 

Na prática, grandes empresas priorizam ou até restringem suas operações a transportadoras que possuam coberturas adequadas e gestão de risco estruturada. Isso significa que o seguro passou a influenciar diretamente o acesso a contratos, volumes maiores de carga e parcerias estratégicas. 

Quando o embarcador percebe que o transportador opera com controle, previsibilidade e proteção adequada, a relação se fortalece. O risco operacional diminui, os conflitos são reduzidos e a confiança aumenta, fatores essenciais para ampliar a operação de forma sustentável. 

Redução de custos e aumento da eficiência operacional 

Outro ponto relevante é a mudança na lógica de precificação dos seguros. A 88i aponta que, com base em dados operacionais e histórico de sinistros, é possível reduzir em até 30% o custo das apólices, dependendo do perfil da transportadora. 

Essa redução acontece porque o risco deixa de ser estimado de forma genérica. Com dados mais precisos, o seguro passa a refletir a realidade da operação. O resultado é direto: menos custo fixo, mais previsibilidade financeira e maior margem para crescimento. 

Nesse contexto, o seguro deixa de pressionar o caixa e passa a contribuir para a saúde financeira do negócio. 

Digitalização, dados e combate a fraudes 

A digitalização tem papel central nessa transformação. A integração entre sistemas de gestão de transporte (TMS), aplicativos operacionais, ferramentas de rastreamento e dados do consumidor final permite a criação de múltiplas camadas de validação das informações. 

Segundo a 88i, esse cruzamento de dados gera o que a empresa chama de “duas fontes da verdade”, reduzindo falhas, inconsistências e, principalmente, fraudes. Como consequência, o risco deixa de ser inflado artificialmente, o que torna o seguro mais acessível e eficiente. 

Além disso, os processos de indenização também evoluíram. Hoje, pagamentos podem ser realizados de forma digital, com mais agilidade e menos burocracia, o que melhora a experiência do transportador e do embarcador. 

Seguro como diferencial competitivo 

Outro avanço importante é o uso do seguro como produto estratégico dentro da operação logística. Um exemplo é o seguro de renda para entregadores autônomos, que garante indenização temporária em caso de afastamento, com base na média de rendimentos recentes. 

De acordo com a 88i, esse tipo de benefício aumenta em cerca de 15% o engajamento dos profissionais, além de melhorar a retenção e a produtividade. O seguro deixa de ser apenas proteção e passa a funcionar como ferramenta de valorização da mão de obra. 

Há também o seguro de mercadorias, que pode ser contratado por carga, por CNPJ ou por operação específica. Em modelos como e-commerce e dropshipping, onde a margem é mais apertada, oferecer um seguro mais competitivo se torna um diferencial relevante frente à concorrência. 

Na chamada última milha, marcada pelo uso intenso de veículos leves e terceiros, surgiram soluções específicas para cobertura contra roubo, furto e danos.  

O impacto direto no TRC 

Para o Transporte Rodoviário de Cargas, essa transformação representa um avanço significativo. O seguro deixa de ser apenas uma obrigação e passa a integrar a estratégia de crescimento das transportadoras. 

Com uma gestão de riscos mais eficiente, as empresas ganham credibilidade, reduzem perdas, melhoram sua previsibilidade financeira e se tornam mais competitivas na disputa por contratos. Além disso, a redução de custos com apólices e a mitigação de fraudes contribuem diretamente para a recomposição das margens, historicamente pressionadas no setor. 

Nesse novo cenário, o seguro passa a ser um aliado da profissionalização, da sustentabilidade financeira e da expansão das operações logísticas. 

O papel da Rumo Brasil nesse cenário 

A Rumo Brasil acompanha de perto essa transformação do mercado e atua para apoiar transportadoras a estruturarem suas operações de forma mais eficiente, segura e estratégica. Por meio de uma atuação consultiva, a empresa auxilia na análise de riscos, na organização dos processos e na tomada de decisões que impactam diretamente a rentabilidade do negócio. 

Em um setor cada vez mais competitivo e regulado, compreender o papel do seguro dentro da estratégia empresarial deixou de ser opcional. É um passo essencial para quem busca crescimento sustentável, redução de riscos e mais competitividade no TRC.