Redução da jornada de trabalho pode elevar em R$ 11,9 bilhões os custos do transporte de cargas

A possível redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e o eventual fim da escala 6×1 estão entre os temas que mais preocupam o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC). Responsável por cerca de 65% da movimentação de mercadorias no Brasil, o setor já enfrenta desafios relacionados ao aumento dos custos operacionais, mudanças regulatórias e à implementação da Reforma Tributária. 

Agora, uma eventual alteração na legislação trabalhista pode representar um novo impacto financeiro para as transportadoras. 

Estudo aponta aumento dos custos com mão de obra 

Um estudo encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) estima que a redução da jornada poderá elevar em 8,66% os custos com mão de obra no setor de transportes. Isso representa um impacto anual de aproximadamente R$ 11,9 bilhões. 

Além disso, o levantamento indica que seriam necessários cerca de 240 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de operação e atendimento das empresas. 

Escassez de profissionais amplia o desafio 

O cenário se torna ainda mais complexo diante da falta de mão de obra qualificada. Atualmente, o transporte rodoviário de cargas registra um déficit superior a 100 mil motoristas profissionais, além da dificuldade para preencher outras funções operacionais. 

Por isso, entidades representativas do setor alertam que mudanças na jornada de trabalho podem aumentar significativamente os custos das empresas sem que haja profissionais suficientes para atender à nova demanda. 

Diesel e frete seguem pressionando as margens 

Os desafios não se limitam às questões trabalhistas. O diesel continua sendo um dos principais componentes da estrutura de custos das transportadoras, representando entre 35% e 50% das despesas operacionais, podendo ultrapassar 70% em determinadas operações. 

Ao mesmo tempo, a capacidade de repassar esses custos ao mercado permanece limitada. Segundo levantamento da NTC&Logística, os valores praticados no frete rodoviário apresentavam uma defasagem média de 10,1% no início de 2026, reduzindo as margens operacionais das empresas. 

Mudanças regulatórias exigem adaptação constante 

O primeiro semestre de 2026 também foi marcado por importantes alterações regulatórias para o TRC. 

Entre as principais mudanças estão as novas exigências relacionadas ao Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), atualizações no Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e) e a ampliação dos mecanismos de fiscalização digital. 

Essas medidas exigiram investimentos em tecnologia, revisão de processos internos e fortalecimento dos controles operacionais para garantir conformidade e reduzir riscos. 

Reforma Tributária reforça necessidade de planejamento 

Paralelamente às mudanças trabalhistas e regulatórias, o setor acompanha a implementação gradual da Reforma Tributária e seus impactos sobre as operações das transportadoras. 

Nesse contexto, entidades representativas destacam que a previsibilidade regulatória será um fator essencial para que as empresas consigam planejar investimentos, adequar seus processos e preservar a competitividade nos próximos anos. 

Diante desse cenário, especialistas avaliam que o segundo semestre de 2026 exigirá das transportadoras um planejamento estratégico ainda mais eficiente, com foco no controle de custos, na gestão operacional e na adaptação às mudanças tributárias, regulatórias e trabalhistas. 

Na Rumo Brasil, acompanhamos diariamente as principais mudanças que impactam o Transporte Rodoviário de Cargas. Nosso trabalho é transformar cenários complexos em estratégias que ajudam transportadoras a manterem a conformidade, reduzirem riscos e tomarem decisões com mais segurança em um ambiente regulatório cada vez mais desafiador. 

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn

Menu Principal

Soluções

Unimos nosso know-how em estratégias corporativas de gestão à expertise no segmento, e desenvolvemos, soluções inovadoras de alto impacto e resultado para nossos clientes.