O Instituto de Estudos do Transporte e Logística (IET) manifestou preocupação com os impactos operacionais causados pelas falhas registradas no novo sistema de validação do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte), cuja obrigatoriedade passou a valer em 24 de maio de 2026, conforme determinação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Segundo o Instituto, inconsistências sistêmicas vêm impedindo a emissão de documentos essenciais para o Transporte Rodoviário de Cargas, como o MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais) e o CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico), comprometendo a liberação de viagens e o fluxo operacional das transportadoras.
De acordo com o presidente do IET, Cristiano José Baratto, o próprio ambiente eletrônico bloqueia automaticamente o início das operações quando há falhas nas validações documentais. O cenário acende um alerta para possíveis impactos na distribuição de mercadorias, abastecimento logístico e cumprimento das operações de transporte.
Diante das dificuldades enfrentadas pelo setor, o Instituto encaminhou um pedido à ANTT solicitando medidas emergenciais, incluindo a suspensão temporária das novas validações, a interrupção de autuações e a criação de um período de adaptação operacional até a estabilização completa do sistema.
As dificuldades surgem em meio à ampliação das exigências relacionadas ao CIOT, que passa a ter uma aplicação mais abrangente como ferramenta de fiscalização e controle do cumprimento das regras do Piso Mínimo de Frete.
O tema exige atenção das transportadoras, principalmente das áreas operacional, fiscal e tecnológica, diante dos potenciais impactos sobre emissão documental, programação logística e conformidade regulatória das operações.
A Rumo Brasil acompanha de perto as mudanças regulatórias e operacionais que impactam o transporte rodoviário de cargas, auxiliando transportadoras na adaptação às novas exigências do setor e na redução de riscos fiscais e operacionais.